Preço dos produtos da ceia varia em até 70%

Já o valor dos produtos importados caiu em relação ao ano passado

Pesquisar. A dica já é conhecida dos consumidores, mas continua valendo. A equipe do Diário do Litoral passou por três estabelecimentos, na última semana, para averiguar os preços dos produtos mais tradicionais da ceia e verificou que os mesmos artigos podem ser encontrados com preços 70% mais altos de uma loja para a outra.

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Entre as carnes, a maior variação ocorre com o quilo do peru e do chester, que vai de R$ 12,89 a R$ 21,90, ou seja, aumenta em até 69,89%, dependendo da loja. Já o quilo do pernil vai de R$ 11,49 a R$ 15,90, variação de 38,38%.

O quilo da castanha de cajú sobe em até R$ 30. Em um supermercado, o quilo estava R$ 89,90, em outro, R$ 119,00, o que equivale a 32,36%.

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O panetone tradicional de 500g mais barato pode ser encontrado a R$ 16,98, enquanto o mais caro chega a R$ 19,90, em torno de 17% de variação.

Queda

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Já os importados estão mais baratos. “Neste ano, nós tivemos uma queda em média de 10% a 20% em alguns produtos na linha de importados. Nas últimas semanas, o dólar subiu novamente, mas como as compras de estoque foram antecipadas, conseguimos manter os preços antigos”, explica o comerciante Marcelo Gil, proprietário do Laticínio Marcelo.

Segundo ele, a economia é ainda maior no setor de bebidas. A queda nos preços varia de 30% a 40% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Para o comerciante, o mesmo não aconteceu com os produtos tradicionais nacionais porque a procura é alta. Ao mesmo tempo, a crise econômica por qual o país passa não permite aumentos abusivos.

Ceia econômica

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Os comerciantes deram dicas de como montar uma ceia para 4 a 6 pessoas, com gastos até R$ 250.
Trocar a carne do prato principal pelo bacalhau é uma boa pedida. Para Marcelo, comprar a peça inteira compensa. “No caso do bacalhau inteiro, você utiliza todo ele, as partes mais finas dá para fazer um bolinho, uma salada, ou seja, há derivações”, explica. Quem opta pelo peixe já limpo, ganha na comodidade, mas paga mais caro e faz somente o prato principal.

Acompanhamentos, frutas secas, panetone e um vinho ou champanhe não ultrapassam os R$ 250, garante o comerciante.

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André Luiz Silva, gerente a sete anos de outra loja, diz que é preciso dar chance para os produtos de fabricação própria. “O nosso panetone é melhor do que os famosos”, afirma.

Procon

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O Procon de São Paulo disponibilizou em seu site uma cartilha com dicas de economia na hora de fazer as compras natalinas. A primeira delas é fazer uma lista e uma pesquisa prévia para evitar gastos desnecessários, por isso a importância de planejar o cardápio.

Segundo o órgão, alguns estabelecimentos costumam fazer promoções de produtos que estão com prazo de validade próximo. Por isso, o ideal é comprar a quantidade que será consumida neste período para evitar riscos à saúde.