Preço do material escolar varia mais de 300% na Baixada Santista

É o que aponta uma pesquisa comparativa realizada pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) na Região

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14 JAN 2020Por LG Rodrigues19h07
Material escolar pode pesar nas contas de começo de ano e pais e responsáveis devem ficar atentos antes de decidir local de compraFoto: Nair Bueno/DL

A diferença de valores de alguns materiais escolares em papelarias e outros estabelecimentos comerciais da Baixada Santista podem chegar a até 300% de diferença. É o que aponta uma pesquisa comparativa realizada pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) na Região.

De acordo com o levantamento, realizado em Santos, São Vicente e Praia Grande, alguns itens como o lápis preto - nataraj - nº 2 pode ser encontrado por R$ 2,00 em um estabelecimento e por R$ 0,50 em outro.

Os profissionais do Procon foram deslocados até as papelarias Martins Fontes, Lores e Kalunga, em Santos, Jambo e D.H.D, em São Vicente e também na Domil e Abracadabra em Praia Grande.

Ao todo, foram pesquisados 105 itens básicos que devem constar no material escolar dos estudantes e que vão desde lápis e borracha a até mesmo folhas de sulfite e cadernos no formato universitário. Dentre todas as papelarias pesquisadas, nenhum estabelecimento comercial possuía todos os itens, mas a Jambo de São Vicente chegou perto, contendo 99 itens, totalizando 94% da lista do Procon.

Em segundo lugar vem a Domil de Praia Grande, com 80 itens, seguida da Martins Fontes de Santos, com 78 itens ao todo. Em último lugar, está a Kalunga de Santos, com apenas 43 itens.

Quando se trata de itens, por estabelecimento, que possuam preços menores ou iguais aos preços médios obtidos pelo Procon, a Jambo de São Vicente foi novamente a campeã, com 59 itens em um valor médio. Na sequência vêm Domil de Praia Grande (47 itens) e Lores de Santos (42 itens). A D.H.D. de São Vicente, entretanto, ficou distante das concorrentes ao possuir apenas quatro itens em valor médio ou baixo, segundo o Procon.

Dicas

A Fundação Procon recomenda aos consumidores, antes de ir às compras, verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa e, ainda, se estão em condição de uso, evitando assim compras desnecessárias. Outra dica é promover a troca de livros didáticos entre estudantes, o que também garante economia.

De acordo com a pesquisadora Valéria Garcia, os livros didáticos são os itens que mais encarecem o material escolar. "Mas, dentro da nossa pesquisa são os cadernos, porque é uma quantidade grande, têm um preço alto e geralmente as crianças querem os cadernos mais caros".