Preço da carne começa a cair, mas cria ‘abismo’

DL verificou queda nos preços de carnes de segunda, mas constatou novo aumento no valor de peças nobres.

São Paulo registrou uma leve queda nos preços das carnes bovinas nos açougues da Capital, e a situação em terras caiçaras é similar, embora ainda não seja nem de perto a ideal ou próxima dos valores registrados em outubro passado. O Diário do Litoral decidiu fazer mais uma ‘ronda’ (a segunda desde dezembro) por supermercados e açougues da região e constatou que os altos preços não mostram sinais de queda para algumas carnes, mas há certa melhora para peças menos ‘nobres’.

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Para relembrar, o valor da carne bovina subiu no fim de 2019, acumulando uma alta anual de 32,4% que foi explicada por motivos que favoreciam a exportação, como a maior demanda vinda da China e dólar a preço recorde.

Em dezembro, a reportagem foi até estabelecimentos comerciais de Santos para verificar se os preços haviam de fato disparado e constatou aumentos muito acima de quaisquer outros já registrados em crises econômicas enfrentadas pelo Brasil nos últimos anos.

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Para se ter ideia, o quilo do patinho, uma das carnes mais consumidas pela população, foi encontrado pela reportagem no último mês de 2019 por R$31,89, muito acima dos R$ 22,00 pelos quais era possível encontrar a carne antes de novembro.

Com o início da queda dos preços em açougues da Capital, como reportado pela Folha de São Paulo, o Diário do Litoral constatou que quando se trata de carnes nobres, e mais caras naturalmente, os preços seguem praticamente iguais ou acima dos praticados no fim de novembro.

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No supermercado Carrefour Eldorado, no bairro do Boqueirão, o quilo do Patinho era os R$ 31,89 já citados acima. Já nesta primeira quinzena de janeiro, o preço caiu para R$ 27,99, representando uma queda aproximada de 13,33%. Em contrapartida, o filé mignon, que custava R$ 49,89 o kg, não estava disponível durante a visita da reportagem.

Apesar disso, o valor do filé mignon, que estava em promoção quando o Diário do Litoral visitou o Eldorado em dezembro, custava R$ 49,89, mas foi localizado por astronômicos R$ 69,99 nesta primeira quinzena de janeiro. O local ainda contava com o quilo do bife de alcatra por R$ 47,29, acém a R$ 23,59, coxão mole por R$ 40,39 e coxão duro custando R$ 27,31.

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Outro estabelecimento procurado pela reportagem em dezembro foi o Mercadão Atacadista, próximo à Avenida Perimetral. Em dezembro, o estabelecimento comercializava o quilo da picanha por até R$ 39,99 e a diferença após mais de 30 dias foi pouca, apenas nove centavos abaixo disso, registrando R$ 39,90. Já o filé mignon, que estava valendo R$ 50 nas prateleiras do atacado no mês passado, desta vez também não foi localizado pela reportagem, assim como ocorreu no Eldorado.

O Mercadão conta ainda com o quilo da paleta a R$ 18,98, acém por R$ 19,99, patinho custando R$ 25,99, pernil fatiado a R$ 11,98 e peito de frango com osso por R$ 8,48.

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Finalizando a pesquisa, o Diário do Litoral voltou ao açougue ‘Bom Beef’, na Avenida Pedro Lessa, e descobriu que o filé mignon, que custava R$ 61,98 se manteve no mesmo valor, sem quedas. Em contrapartida, o quilo do baby beef, pelo qual antes era cobrado R$ 57,00, agora passou para R$ 50,40. Já a picanha, antes vendida por valores que iam entre R$ 73,00 e R$ 125,00, não estava em estoque no local.

O estabelecimento também possuía acém por R$ 24,48 o quilo, patinho a R$ 36,98 e alcatra por R$ 41,98. As alternativas que os consumidores santistas podem adotar é dar preferência à carne suína e aos cortes de frango, que são mais baratos. Os pescados, apesar de mais caros, ainda são vendidos por preços muito menores do que o quilo da carne bovina.

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A carne bovina, que é um dos 10 alimentos mais consumidos do Brasil, começou a aumentar já nas últimas semanas de novembro, após uma negociação que abriu o apetite dos chineses, que aumentaram o comércio e importação das nossas carnes.

DÓLAR ALTO

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A alta do dólar também foi um dos motivos para a alta da carne, já que o produto tem cotação internacional no mercado de exportação. Além da carne, a gasolina também teve uma brusca alta nos preços recentemente nas cidades brasileiras.