No estado de São Paulo, a Praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, lidera o volume de pesquisas / Divulgação/PMB
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Com a chegada do verão, o planejamento das férias de muitos brasileiros ganhou uma etapa indispensável: a checagem da balneabilidade. De acordo com um levantamento da Descarbonize Soluções, as pesquisas pela expressão “quais praias estão impróprias para banho?” cresceram 243% nos últimos 12 meses.
O estudo aponta que, enquanto o Rio de Janeiro lidera as dúvidas sobre trechos específicos, o litoral paulista domina a lista de praias onde a preocupação com a sujeira é mais frequente.
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O litoral paulista domina a lista de praias onde a preocupação com a sujeira é mais frequente / Divulgação/Descarbonize SoluçõesA Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, ocupa a primeira posição no ranking de buscas por balneabilidade. O local apresenta um cenário heterogêneo, com trechos classificados alternadamente entre próprios e impróprios pelo INEA. Na sequência, aparecem Botafogo (RJ) e Icaraí (Niterói).
O interesse por praias limpas também cresce. No estado de São Paulo, a Praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, lidera o volume de pesquisas, seguida por Itanhaém.
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A região Sudeste, no geral, concentra o maior volume de questionamentos, refletindo o alto fluxo turístico e os desafios históricos de saneamento.
A definição de uma praia como adequada ou inadequada para o uso segue critérios nacionais rígidos, estabelecidos pela Resolução Conama nº 274/2000. O monitoramento é feito semanalmente em pontos fixos para garantir a precisão dos dados ao longo do tempo.
Uma praia é considerada própria quando, em pelo menos 80% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas cinco semanas, o nível de enterococos (bactérias fecais) for inferior a 100 por 100 ml de água.
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Por outro lado, o trecho é classificado como impróprio caso o valor da amostra mais recente seja superior a 400 enterococos por 100 ml ou quando os limites permitidos nas análises semanais consecutivas forem excedidos.
A presença desses microrganismos está diretamente ligada ao despejo de esgoto doméstico sem tratamento, resíduos urbanos e águas contaminadas. Além do esgoto, outros fatores podem comprometer a segurança dos banhistas:
Chuvas intensas: Temporais arrastam a poluição das ruas e canais para o mar. Especialistas orientam evitar o banho nas primeiras 24 horas após chuvas fortes, especialmente perto de galerias pluviais.
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Poluição por Plástico: O Brasil despeja anualmente 1,3 milhão de toneladas de plástico nos mares, sendo o maior poluidor marinho da América Latina.
Fenômenos Naturais: A ocorrência de maré vermelha (floração de algas tóxicas) ou derramamentos de óleo também resultam na interdição imediata do banho.
Manter as praias limpas é vital não apenas para a saúde pública, mas para a economia litorânea, já que a má qualidade da água afasta turistas e prejudica o comércio e a hotelaria local.
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