Praia Grande quer zerar fila de cirurgias eletivas até o final do ano

O contrato, assinado ontem, prevê a realização de cirurgias eletivas e exames de média e alta complexidade

Comentar
Compartilhar
02 AGO 2019Por Caroline Souza08h05
Com a assinatura dos contratos, Prefeitura quer zerar a fila desses procedimentos até o final do anoFoto: Nair Bueno/DL

A Prefeitura de Praia Grande e a Santa Casa de Saúde de Santos firmaram ontem parceria para a realização do Programa Ação Integrada de Cirurgias Eletivas e Exames Especializados. A ideia é zerar a fila desses procedimentos.

O valor do investimento é de R$ 4 milhões para cerca de 1.200 cirurgias eletivas e mil exames de média e alta complexidade. Serão feitos exames como angiografia, cateterismo, tomografia e endoscopia. Bem como cirurgias bariátricas, de hérnia, vasculares, de catarata, entre outras.

"Essa parceria é um chamamento público para credenciar um prestador de serviço. Outros hospitais poderiam vir, mas só a Santa Casa se propôs a fazer", afirmou o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão.

Os pacientes que estão nas filas para esses procedimentos começam a ser chamados a partir de hoje. "Com os contratos assinados, já começamos a fazer o encaminhamento dos pacientes", garantiu o secretário de Saúde de Praia Grande, Cleber Nogueira.

De acordo com Mourão, as filas devem ser zeradas nos próximos meses. "A Santa Casa é um hospital grande, acredito que até o final do ano nós vamos ter resolvido os problemas".

"A Santa Casa dispõe de 20 salas cirúrgicas e 11 UTIs, então temos uma retaguarda muito grande para conseguir concluir esses trabalhos", esclareceu o provedor da Santa Casa de Santos, Dr. Ariovaldo Feliciano.

Apenas algumas cirurgias, que não têm referência aqui na Baixada Santista, ainda continuarão na fila. Nesses casos, os hospitais de referência ficam em São Paulo. Segundo o prefeito, cerca de 40 pacientes aguardam esses procedimentos.

A parceria também vai permitir que novas cirurgias sejam feitas no Hospital Irmã Dulce. "Vamos conseguir fazer cerca de cem cirurgias por mês aqui e uma média de 300 por mês na Santa Casa", afirmou Mourão. "Não há problema em referenciar paciente de Praia Grande para Santos e vice-versa. O que não pode é não ter leitos suficientes para os pacientes", completou.

Paralelamente, o Hospital Irmã Dulce passará por uma reforma, aumentando a capacidade em 110 leitos. A licitação já está em andamento e os envelopes devem ser abertos no próximo dia 9.

"Estamos ampliando os leitos do Hospital Irmã Dulce para fazer exatamente esses procedimentos. Enquanto não temos isso disponível, optamos pela parceria com a Santa Casa", explicou o secretário de Saúde.

O convênio continuará após as filas serem zeradas.

Piores indicadores

Ainda de acordo com Mourão, a Baixada tem um dos piores indicadores nacionais de cirurgias eletivas. "Se não pensarmos de forma metropolitana, não vamos avançar", finalizou. 

Colunas

Contraponto