Praga em forma de réptil invade o litoral e velocidade de reprodução tira o sono da população

Com coloração verde vibrante e comportamento bastante ativo, o lagarto pode atingir até 15 centímetros de comprimento

A espécie está dominando o litoral de São Paulo e diversos casos já foram registrados

A espécie está dominando o litoral de São Paulo e diversos casos já foram registrados

Um casal de lagartos cubanos (Anolis porcatus) foi registrado acasalando em uma residência na cidade de Santos. O animal é visto como uma espécie invasora no território brasileiro e apresenta reprodução bastante rápida.

O morador da casa explicou que possui 40 vasos de plantas frutíferas em seu quintal, no bairro Vila Belmiro.

Além disso, o santista contou que sempre conviveu com a presença de pássaros e macacos. No entanto, desde a pandemia da Covid-19, os lagartos têm tomado conta da área.

No início, apenas um exemplar da espécie apareceu no terreno. Atraídos pelas moscas que circulavam pelas frutas, os lagartos passaram a surgir aos montes.

.Em busca de moscas atraídas pelas frutas, os lagartos começaram a aparecer em grande quantidade.

Pesquisadores acreditam que ela tenha chegado ao Brasil através de navios de carga no Porto de Santos. Desde então, o réptil vem ampliando sua presença em diversas cidades da Baixada Santista.

Com coloração verde vibrante e comportamento bastante ativo, o lagarto pode atingir até 15 centímetros de comprimento. Sua alimentação inclui insetos, aranhas, lacraias, pequenos roedores e até outros lagartos.

Além disso, o morador comentou que o animal possui a capacidade de mudar de cor de maneira superficial, diferentemente do camaleão.

Na imagem que ganhou as redes sociais, é possível ver o macho, de tamanho maior, sobre a fêmea durante o acasalamento.

Réptil toma conta do litoral de São Paulo

Em outras ocasiões, o lagarto de origem cubana chamou a atenção de moradores e especialistas após novos registros no litoral paulista.

A espécie invasora, conhecida como Anolis porcatus, também apareceu recentemente em São Vicente e já preocupa pesquisadores por causa da rápida reprodução e do risco ambiental.

Especialistas ligados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) alertam que a população não deve devolver animais exóticos encontrados na natureza ao meio ambiente, justamente pelo risco de afetarem espécies nativas e alterarem o equilíbrio ecológico da região.