Praça da Biquinha, em São Vicente, terá doces em containers

Projeto foi elaborado pela Prefeitura de São Vicente e está em fase de finalização; equipamentos serão local definitivo

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23 MAI 2019Por Caroline Souza07h00
A grande quantidade de pombos é um problema para os comerciantes, que precisam espantá-losFoto: Nair Bueno/DL

Os comerciantes que vendem doces na Praça da Biquinha vão ganhar containers como local definitivo de trabalho. Um projeto elaborado pela Prefeitura de São Vicente prevê a instalação dos equipamentos. A proposta está em fase de finalização.

A chuva e o vento, além da grande quantidade de pombos no local, são os principais problemas enfrentados pelos permissionários. Se concretizado, o projeto resolveria a situação. O objetivo, segundo a Prefeitura, é justamente proporcionar uma melhor infraestrutura aos comerciantes.

"Vamos adquirir containers, semelhantes a food trucks, mas fixos, que serão totalmente adaptados, modernos, com expositores e áreas para que eles não precisem tirar e colocar as coisas todos os dias", esclareceu o prefeito Pedro Gouvêa.

Atualmente, sete permissionários de doces estão com a licença ativa. Das sete barracas, apenas quatro abrem diariamente, duas pertencem à Janira Martins de Lima e duas à Luciana Pereira Silva.

Janira, comerciante há 52 anos, aprendeu cedo a arte de comercializar os tradicionais doces da Biquinha. Ao longo de todos esses anos, viu várias mudanças acontecerem e acredita que os equipamentos são uma ótima alternativa para a atual situação. "Para mim, o principal problema é a chuva com vento e um local fechado seria perfeito".

Segundo Luciana, os próprios clientes questionam. "Eles cobram o fato dos doces ficarem expostos e sempre perguntam quando a situação vai mudar", afirma. A comerciante está há 30 anos no local, mas o negócio vem de família, há mais de 60 anos. "Já tivemos dias piores, como quando estávamos na Praça 22 de Janeiro, mas tenho esperança que vai melhorar".

Além de vender doces, as comerciantes também têm o 'trabalho' de espantar os pombos. Enquanto a reportagem esteve no local, a todo momento as aves tentavam se aproximar. Esse é um dos motivos pelos quais Janira nunca trabalha sozinha. "Sempre tem que ter alguém para espantar, enquanto o outro atende o cliente", esclarece.

Vendas

De acordo com as permissionárias, os problemas começaram depois que um incêndio atingiu os quiosques, em março de 2013. De lá para cá, as vendas caíram muito.

"Antes eu tinha dois ou três ajudantes para fazer os doces. Hoje, somos só eu e minha filha", diz Janira.

Em alguns dias, não há vendas. Um dia considerado bom, é aquele em que elas vendem cerca de 10 a 20 doces. "Acho que antigamente eu conseguia vender cerca de 250 doces por dia", relembra Luciana. "O avô do meu marido começou o negócio, que passou para os pais e agora netos. Mas se continuar assim, talvez pare por aqui", lamenta.

Reurbanização

Atualmente, o local passa por uma obra de reurbanização, que deve terminar ainda neste primeiro semestre. De acordo com a Secretaria de Projetos Especiais (Sepes), a obra está dentro do prazo previsto, sendo fiscalizada e acompanhada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedup). A empresa contratada vem realizando serviços relacionados à drenagem, substituição do piso e jardins.

Estão previstos ainda um deck de madeira, serviços de drenagem superficial oriundo de chuvas, desenhos do piso, conjuntos de bancos e lixeiras.

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