PPDC começa hoje em todo o Estado

Defesa Civil intensifica vistoria e orientação em áreas de risco nos próximos quatro meses

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11 FEV 201315h34

Inicia nesta segunda-feira, efetivamente, o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), nas áreas de risco de 110 cidades do Estado. O programa será realizado até o dia 31 de março. Além das vistorias para identificar os sinais de risco de deslizamento de terra, que são intensificadas neste período do ano em virtude da alta incidência de chuvas, as equipes da Defesa Civil distribuirão folhetos explicativos às famílias que residem nessas regiões.

Em Santos, a Defesa Civil já iniciou a panfletagem, na última quarta-feira, e o PPDC será estendido até o dia 30 de abril. Segundo o chefe do Departamento de Defesa Civil de Santos, Emerson Marçal, há aproximadamente duas mil famílias — cerca de seis mil pessoas — morando em áreas de risco e atenção nos 17 morros da Cidade.

Marçal explicou que o número é estimado porque o último levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado (IPT) feito em 2005 apontou mais de mil famílias residindo em situação de risco, na época. “Foram apontadas 1.009 moradias, sendo 587, de risco alto e 54, de risco muito alto”, disse Marçal.

Marçal afirmou que os pontos mais críticos estão localizados nos morros Santa Maria, Caneleira, Monte Serrat, Saboó, Penha, e em dois pontos do Nova Cintra (Vila César e Barreirinha).

“O PPDC envolverá cerca de 100 pessoas de vários setores, além dos técnicos da Defesa Civil”. De acordo com Marçal, o plano envolve pessoal das secretarias de Governo, Obras e Serviços Públicos, Administração, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Sabesp.

Marçal destacou que a preocupação maior é quando as chuvas acontecem no intervalo de poucos dias, quando aumenta o risco de deslizamento nas encostas, devido à quantidade de água. As ocorrências devem ser informadas à Defesa Civil pelo telefone 3208-1000, que atende 24 horas.

Guarujá

Em Guarujá, as equipes da Defesa Civil reforçam as vistorias em 15 áreas de risco, de hoje até o dia 31 de março. São elas: Vila Baiana, Morro do Engenho/Jardim das Flores, Morro da Cachoeira, Cachoeira Plano, Jardim Bela Vista, Jardim Três Marias, Morro do Bio, Morro do Outeiro, Km 8/Guarujá – Bertioga/Perequê, Canta Galo, Vila Edna (morro)/Cidade de Deus, Vila Júlia, Vale da Morte, Praia do Góes e Barreira do João Guarda.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), divulgado em junho do ano passado, foram identificados 610 pontos de risco alto e 291, de risco muito alto, nessas áreas. Só os morros do Engenho e da Cachoeira apresentavam 225 pontos de risco alto, cada um. O Morro da Cachoeira também apresenta o maior número de pontos de risco muito alto, 60.

Segundo o diretor de Defesa Civil de Guarujá, José Barral, entre 18 a 20 mil pessoas moram nessas áreas. Dessas, conforme o IPT divulgou em 2007, cerca de quatro mil famílias estão em áreas de risco.

Durante as vistorias periódicas, as equipes também farão panfletagem, orientando a população sobre como identificar os sinais de risco e sobre como devem proceder em caso de deslizamentos nas encostas. As orientações também serão feitas nas escolas do Município. As ocorrências devem ser informadas através do número 199, que atende 24 horas.

Cubatão

Em Cubatão, o Plano Municipal de Redução de Risco apontou que em 2006 havia 1.112 famílias morando em áreas de risco. De acordo com o coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil de Cubatão (Comdec), Antonio Martins Ribeiro, a Cidade tem pelo menos dez áreas em situação de risco e atenção.

São elas: Grotão, Pinhal do Miranda, Morro do Gonzaga, Cota 95, Cota 200, Cota 400, Cota 500, Água Fria, Pilões e Mantiqueira. O Grotão é a região que oferece maior risco, conforme alertou Ribeiro.

Ribeiro salientou que a eficácia do trabalho preventivo depende muito da colaboração da comunidade. Ribeiro explicou que as pessoas devem comunicar sinais de risco em suas casas imediatamente à Defesa Civil e evitar jogar lixo nas encostas, para prevenir as ocorrências e evitar as perdas causadas pelos deslizamentos e enxurradas.

Sinais

As pessoas devem ficar atentas aos sinais de que pode haver deslizamentos, como rachaduras em paredes e em terrenos, árvores inclinadas, muros embarrigados e portas e janelas que empenam de um dia para o outro. Percebendo qualquer um desses sinais, o morador deve ligar para o 199, na Comdec, que está pronta para orientar e verificar qualquer ocorrência.

PPDC

A Defesa Civil estadual desenvolve planos preventivos e de contingência durante o Verão, época em que ocorrem chuvas mais intensas na Região Sudeste. Na Baixada Santista, o PPDC é realizado desde 1989, sempre entre 1º de dezembro e 31 de março, mas pode ser prorrogado, quando necessário.

Integram os planos preventivos, 110 municípios de todas as regiões do Estado. Participam das ações, além dos técnicos da Defesa Civil estadual e municipal, especialistas do Instituto Geológico (IG) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Também são realizadas remoções preventivas (parcial ou total) da comunidade em risco, sempre que necessário, por equipes compostas por geólogos, engenheiros, assistentes sociais e outros profissionais que atuam antes, durante e após os desastres.