Porto de São Sebastião vai exportar 20 mil toneladas de milho

Esta será a primeira vez que este tipo de carga sai pelo porto local

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte paulista, deve exportar, nos próximos dias, cerca de 20 mil toneladas de milho. A carga sairá do Mato Grosso (MT) e a logística é inédita. Esta é a primeira vez que este tipo de carga é movimentado no porto local.

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A operação será realizada pela Proporto Logística Portuária e está sendo planejada em embarque à granel em Big Bags em duas etapas. O país que vai receber a carga não foi informado pela empresa.

Para fazer o transporte da carga de milho para um navio cargueiro devem atuar cerca de 450 trabalhadores envolvidos entre colaboradores Proporto e Portuários Avulsos, operadora portuária que intermedia a exportação.

Conforme a Proporto, todos os protocolos contra a Covid-19 serão aplicados durante toda a operação de recepção, manuseio e embarque da carga, enquanto durar a pandemia.

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Açúcar

Em julho passado, o Porto de São Sebastião voltou a embarcar cargas de açúcar para exportação internacional. Há cerca de 15 anos essa atividade não era realizada na região. Elas foram exportadas para Matabi, no Congo, África e o Mediterrâneo.

Segundo a Companhia Docas, responsável pelas atividades no porto local, até o final do ano devem ser embarcadas cerca de 200 mil toneladas do produto gerando mais de 400 empregos na região por movimentação.

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“O açúcar embarcado em São Sebastião vem do interior do Estado de São Paulo. O cliente exportador procurava uma opção além do Porto de Santos e viu em São Sebastião uma oportunidade. Conseguimos desenvolver o projeto e ajustar os custos de forma aderente à necessidade dele”, informou Rafael Della Guardia, diretor da Proporto.

A operação de embarque é feita navios do tipo Break-Bulk que gera menor fila de atracação e custos aceitáveis. Eles podem transportar os mais diversos tipos de cargas, embaladas ou não, desde cargas secas a cargas frigoríficas. O processo de carregamento e descarregamento é diferente do que ocorre nos navios porta-container, sob aspecto de automação das operações, mas igualmente exige equipe treinada e equipamentos próprios para realizar o processo com agilidade e segurança.

Para o diretor da Proporto, essa operação veio para ficar. “Sabemos que o agronegócio vive de ciclos e entendemos que é um momento muito positivo para o açúcar e, de qualquer forma, esperamos poder manter essa operação por muitos anos”.

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Paulo Oda, presidente da Cia Docas de São Sebastião, destaca que o Porto tem mantido toda a sua operação e não parou em nenhum momento mesmo diante da pandemia do novo coronavírus.

“Isso foi possível graças à adoção de todas medidas sanitárias para garantir a proteção à saúde dos portuários como uso de máscara obrigatório, disponibilização de dispensers de álcool em gel, medição de temperatura na entrada, sanitização a cada seis horas, entre outras ações”, conclui.

Conforme a Secretaria Estadual de Logística e Transportes, o Porto de São Sebastião teve um aumento de 3,6% na movimentação de cargas durante a pandemia. Entre março e maio deste ano, foram transportadas 144 mil toneladas, contra 139 mil toneladas no mesmo período de 2019.

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“O Porto de São Sebastião tem uma importância logística fundamental para o Estado de São Paulo e para o Brasil”, diz o secretário estadual de Logística e Transportes, João Otaviano.