O uso do micro-ondas para aquecer líquidos é um hábito comum, mas pode ser bem periogo / Unsplash
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O uso do micro-ondas para aquecer líquidos é um hábito comum pela praticidade, mas esconde um perigo pouco discutido: o superaquecimento. Ao contrário do fogão, onde a ebulição é visível pelas bolhas, o micro-ondas aquece de forma irregular.
Em recipientes lisos, a água ou o leite podem ultrapassar os 100°C sem borbulhar, liberando toda a energia acumulada de forma súbita ao serem movimentados ou ao receberem um objeto, como uma colher ou sachê de chá.
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Esse processo explica incidentes domésticos em que o líquido "explode" para fora da xícara, causando queimaduras graves. No caso do leite, o risco é ainda maior para crianças.
Além do perigo térmico de criar "pontos quentes" invisíveis que podem queimar a boca do bebê mesmo quando a mamadeira parece morna por fora, o aparelho degrada componentes sensíveis, como as vitaminas C e do complexo B. Por isso, em 2026, autoridades de saúde reforçam a recomendação: mamadeiras devem ser aquecidas preferencialmente em banho-maria.
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Para quem não abre mão da agilidade do aparelho, algumas precauções são fundamentais. Especialistas sugerem colocar um nucleador no recipiente, como uma colher de madeira ou um palito de plástico, para ajudar na liberação do vapor e evitar a fervura explosiva.
Além disso, é essencial utilizar recipientes de vidro ou cerâmica e sempre misturar o líquido antes e depois do aquecimento para homogeneizar a temperatura.
Se a prioridade é a máxima segurança e preservação de nutrientes, os métodos tradicionais ainda vencem. A chaleira elétrica para a água e o fogo baixo para o leite garantem um controle visual da temperatura que o micro-ondas não oferece.
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Manter esses cuidados transforma a rotina acelerada em um gesto de responsabilidade, protegendo especialmente a pele delicada das crianças e a integridade nutricional dos alimentos.