Por que pediram as minhas digitais no domingo se não cadastrei a biometria?

TSE fez convênios com diversos órgãos para compartilhamento de dados

Um dos objetivos do compartilhamento de dados é a redução de custos, segundo o TSE

Um dos objetivos do compartilhamento de dados é a redução de custos, segundo o TSE | Divulgação/TSE

Algumas pessoas ficaram surpresas quando, ao ir votar no primeiro turno das Eleições 2022, no último domingo (2), puderam ser identificadas pela biometria. Ocorre que, para acelerar o cadastro das impressões digitais das eleitoras e dos eleitores, economizar custos, em especial para o eleitor, e poupar burocracia, a Justiça Eleitoral firmou parcerias com diversos órgãos para receber informações biométricas.

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Assim, algumas pessoas que tinham biometria cadastrada no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) ou nos Institutos de Identificação do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul puderam, ao ir votar no domingo, ser identificadas pela biometria na seção eleitoral.

Funcionou assim: essas eleitoras e esses eleitores só precisaram colocar as digitais no leitor para validar o dado biométrico importado para o banco de dados da Justiça Eleitoral. Esse processo foi idêntico ao experimentado pelas demais pessoas que colheram a biometria diretamente na Justiça Eleitoral, não gerando qualquer aumento no tempo de votação para além daquele normalmente vivenciado pelos demais eleitores e eleitoras com cadastro biométrico.

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A importação de dados biométricos de outros órgãos está prevista na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.669/2021, artigo 246, segundo o qual, “Bases externas de biometria oriundas de entidades conveniadas com o TSE poderão ser utilizadas para fins de validação da eleitora ou do eleitor na seção eleitoral”.

O TSE, em busca da melhoria permanente do processo eleitoral, continua trabalhando para alcançar a meta de ter 100% do eleitorado identificado pela biometria até 2026.