Cotidiano

Por que chove em Santos e não em São Vicente? Meteorologia explica fenômeno

Entenda o que são as "chuvas isoladas" que atingiram o litoral de SP nesta quinta (15) e por que bairros vizinhos têm cenários tão diferentes no verão.

Nathalia Alves

Publicado em 16/01/2026 às 16:15

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Após fortes pancadas atingirem pontos de Santos, especialista detalha o ciclo de vida das tempestades de verão e o que esperar para os próximos dias. / Paulo Pinto/Agência Brasil

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Quem vive no litoral ou na região metropolitana de São Paulo já se acostumou com o cenário: enquanto uma cidade fica alagado por uma chuva torrencial, outra, a poucos quilômetros, permanece completamente seco.

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Esse fenômeno, típico do verão, voltou a ser observado na tarde de quinta-feira (15), quando fortes pancadas de chuva atingiram partes de Santos, mas pouparam municípios vizinhos como São Vicente.

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O meteorologista Franco Cassol explicou ao Diário do Litoral que se trata das chamadas “chuvas isoladas” ou “pancadas localizadas”, comuns nesta época do ano.

“A atmosfera fica mais instável no verão, mas isso não significa que vai chover em todos os lugares. Essas chuvas se formam em pontos específicos, têm um ciclo de vida rápido, avançam de uma cidade para outra e logo se dissipam”, detalhou.

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Na quinta, as chuvas se formaram na Grande São Paulo – onde alguns pontos registraram mais de 50 mm –, desceram a serra e atingiram principalmente Santos, com volumes entre 15 e 20 mm.

Em São Vicente, a precipitação foi significativamente menor. “Ela passou mais por Santos mesmo e depois se dissipou”, completou Cassol.

Diferença entre chuva isolada e generalizada

O meteorologista destacou a diferença entre os dois padrões:

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Chuva isolada/localizada: atinge pontos específicos, com intensidade variável em poucos quilômetros. É o padrão mais comum no verão.

Chuva generalizada: causada por sistemas maiores, como frentes frias, e atinge uma região ampla de forma mais homogênea.

“Pode-se formar uma chuva em Praia Grande, atingir São Vicente e Santos, e quando chega em Peruíbe ou Bertioga, já está se dissipando”, exemplificou Cassol.

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O fenômeno é uma das marcas do verão paulista e explica por que previsões meteorológicas para a estação frequentemente usam termos como “possibilidade de pancadas isoladas”.

Para os próximos dias, a tendência é que esse padrão de instabilidade localizada se mantenha, exigindo atenção mesmo quando o céu parece claro à distância.

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