Por consumo excessivo e risco de apagão, Governo estuda volta do horário de verão

Segundo um relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico, houve uma piora na capacidade de geração de energia

Mesmo com os avanços na diversificação da matriz energética e na adoção de fontes limpas, o sistema elétrico nacional ainda não acompanha essa transformação

Mesmo com os avanços na diversificação da matriz energética e na adoção de fontes limpas, o sistema elétrico nacional ainda não acompanha essa transformação | Pok Rie/Pexels

O Brasil poderá enfrentar apagões nos períodos de pico do consumo de energia elétrica em breve. Para evitar que isso aconteça, o órgão responsável por administrar o setor elétrico divulgou que será necessário não apenas acionar usinas térmicas, mas também considerar o retorno do horário de verão.

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Mesmo com os avanços na diversificação da matriz energética e na adoção de fontes limpas, como a solar e a eólica, o sistema elétrico nacional ainda não acompanha essa transformação.

Um exemplo disso é a falta de adaptação das redes de transmissão para lidar com a geração de energia solar e eólica.

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Situação pode piorar

Segundo um relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), houve uma piora na capacidade de geração de energia. Além disso, o consumo deve aumentar em pelo menos 14% até 2029.

A situação pode se agravar ainda mais neste segundo semestre, durante o período de seca, previsto para durar até setembro, o que pode comprometer ainda mais o fornecimento de energia.

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Fontes renováveis

O relatório também aponta que a escassez de energia poderá ocorrer até 2029, mesmo com um terço do crescimento da matriz vindo de fontes renováveis, como a solar.

Por mais que isso contribua para o avanço das energias limpas, a geração solar, por exemplo, não é suficiente nos períodos de fim da tarde e à noite, exatamente quando o consumo dispara.

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Nesse cenário, o ONS afirma que o Brasil terá de recorrer ao uso intensivo das usinas térmicas e retomar os investimentos em hidrelétricas. Nos anos 2000, elas representavam mais de 80% da energia produzida no país.

Nos próximos anos, estima-se que esse número caia para menos da metade. Outra solução considerada pelo ONS é o retorno do horário de verão, suspenso desde 2019.

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Drones para poupar energia

A próxima revolução no mercado global de drones, estimado em mais de US$ 35 bilhões, pode vir da biodiversidade brasileira.

Inspirados na estrutura e comportamento de aves nativas como a arara-canindé e o beija-flor, engenheiros da Unesp desenvolvem uma nova geração de veículos aéreos não tripulados (VANTs), com foco em economia de energia e eficiência aerodinâmica.

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Esse hábito pode gastar mais energia

As TVs estão entre os aparelhos que mais consomem energia dentro de casa. Por isso, muita gente usa réguas de energia para desligar completamente a televisão e outros equipamentos, a fim de poupar eletricidade. No entanto, isso pode prejudicar a sua TV.

As tecnologias dos televisores modernos são parecidas com as dos computadores, eles contêm componentes sensíveis e circuitos delicados.

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Quando a energia é cortada de forma abrupta, essas partes podem se desgastar mais rápido