Polícia trabalha com hipótese de suicídio de Selarón

Necropsia confirmou que o artista plástico chileno, encontrado morto na escadaria do Convento de Santa Teresa, morreu carbomizado

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11 JAN 201315h50

 O laudo da necropsia no corpo do artista plástico chileno Jorge Selarón, encontrado morto na manhã de quinta-feira (10) na escadaria do Convento de Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro, confirmou que o autor do famoso mosaico de cerâmica na escadaria morreu carbonizado. Em função disso, a Polícia Civil informou, no início da tarde desta sexta-feira, que trabalha com a hipótese de suicídio para o caso.

O ex-colaborador do artista e acusado de ameaçá-lo nos últimos dois meses, Paulo Sérgio Rabello, compareceu à delegacia para prestar depoimento no início desta tarde.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Renata Araújo, ainda não está descartada a hipótese de homicídio. No entanto, por conta do laudo e das testemunhas já ouvidas, que indicavam o estado de depressão do artista plástico, as investigações seguem a linha do suicídio. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que Selarón tinha solvente inflamável derramado por todo o corpo e também em seu quarto. O fogo, entretanto, teria sido ateado nas escadarias.

Jorge Selarón era chileno e tinha 65 anos. Ao fundo as escadarias que o tornaram conhecido no Brasil. (Foto: Reprodução)

Acusado pelo artista de fazer ameaças e depredar parte de seu atelier, o ex-colaborador Paulo Sérgio Rabello compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso. O teor do depoimento ainda não foi divulgado.

Em novembro, ele e Selarón teriam discutido em função das vendas de quadros e cerâmicas e, desde então, Rabello teria feito ameaças de morte ao artista. Funcionários de Selarón também confirmaram que o ex-colaborador tinha sido excluído do testamento do artista, em que era indicado como beneficiário de bens e da exploração comercial de sua obra.