Cotidiano

Polícia impede ataque na Avenida Paulista após monitoramento digital; 12 suspeitos são detidos

Ação de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital identificou grupo que planejava usar explosivos para causar pânico

Luna Almeida

Publicado em 02/02/2026 às 18:16

Atualizado em 02/02/2026 às 18:16

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Os investigadores mapearam a atuação dos alvos na capital, Grande São Paulo e interior / Divulgação/Governo de SP

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Uma operação estratégica do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo, impediu que um ataque articulado por grupos extremistas ocorresse nesta segunda-feira (2), na Avenida Paulista. 

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A investigação identificou 12 suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, que planejavam utilizar bombas caseiras e coquetéis molotov para incitar a violência e o pânico generalizado na capital, sem qualquer pauta política ou social definida.

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O secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que o sucesso da operação foi fruto de um grande trabalho de antecipação. 

Ele detalhou que a suposta manifestação era, na verdade, uma forma de criar tumulto gratuito e que o trabalho de inteligência foi fundamental para impedir o crime antes que qualquer artefato fosse detonado.

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Inteligência Cibernética e Infiltração

Com o suporte da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), os investigadores mapearam a atuação dos alvos na capital, Grande São Paulo e interior. Entre os detidos, seis exerciam funções de comando no grupo virtual. 

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, revelou que os policiais chegaram a se infiltrar nas comunidades digitais para identificar os articuladores.

Dian explicou que a polícia utiliza ferramentas avançadas, como a detecção de palavras-chave e análises digitais efetivas. Segundo ele, o uso dessa tecnologia permitiu coibir a atuação desses grupos que utilizam o ambiente virtual para planejar atos de violência, garantindo a segurança de quem circula pela Avenida Paulista.

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Rede Nacional e Efeito Contágio

As investigações apontaram que os suspeitos integram uma rede de alcance nacional com mais de 7 mil participantes dedicados a discutir ações violentas em todo o país, com maior concentração em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Apenas o grupo voltado para o ataque na capital paulista reunia quase 600 integrantes, que compartilhavam tutoriais para a fabricação de explosivos improvisados.

Diante do risco de efeito contágio — quando a divulgação desses atos inspira novos agressores —, a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom) reforçou a importância de uma cobertura jornalística responsável. 

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A polícia comprovou que esses grupos buscam notoriedade; por isso, o foco da narrativa deve ser a falha do plano criminoso e a eficiência da resposta das autoridades, rompendo o ciclo de busca por fama que alimenta o extremismo digital.

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