Polícia acha R$ 8 milhões em armário durante operação sobre venda de remédios em SP

Segundo as autoridades, as empresas investigadas estavam supostamente envolvidas em um esquema de fraude fiscal

Um armário com mais de R$ 8 milhões em dinheiro vivo foi encontrado nesta quinta-feira (1º) em um imóvel em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo, um dos alvos de mandados de busca e apreensão da segunda fase da Operação Monte Cristo.

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O local é a residência de um dos sócios de uma rede varejista de farmácias.

A operação foi realizada em ação conjunta pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria de Estado da Fazenda e do Planejamento de SP, a Superintendência da Receita Federal e a Procuradoria-Geral do Estado, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar.

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O objetivo da investigação é apurar um suposto esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro com a distribuição e venda de medicamentos no estado. O promotor responsável pelo caso é Alexandre Castilho.

Foram 88 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os alvos são as distribuidoras de medicamentos Medicamental, Navarro, Dismed, TFarma e Divamed, as redes varejistas Bifarma e Campeã, e a associação de distribuidores Abradilan.

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Segundo as autoridades, as empresas investigadas estavam supostamente envolvidas em um esquema de fraude fiscal que visava adquirir produtos no estado de Goiás e distribuir os medicamentos sem o recolhimento do ICMS na entrada da mercadoria no estado de São Paulo.

As autoridades estimam que as fraudes investigadas tenham causado um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões aos cofre públicos nos últimos seis anos.

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A investigação se originou no acordo de colaboração premiada firmado com investigados da primeira fase da Operação Monte Cristo, que foi deflagrada há três anos e tinha como alvo a rede de farmácias Farma Conde, na região do Vale do Paraíba.

Os acordos celebrados trouxeram detalhes do suposto esquema de fraude fiscal e efetuaram pagamentos de débitos fiscais estaduais e federais de aproximadamente R$ 340 milhões.

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As autoridades afirmam ainda que os colaboradores delataram a participação da indústria farmacêutica em outros tipos de fraudes, bem como a participação de uma associação nacional de distribuidores de medicamentos nos esquemas criminosos.

Em nota, o grupo Bifarma afirma que “jamais praticou qualquer irregularidade” e que está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. A empresa diz ainda que pediu acesso às investigações, às quais ainda não obteve acesso.

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Procuradas pela reportagem, as demais empresas não responderam até a publicação.