O PMDB santista quer recuperar as cadeiras que perdeu durante a atual legislatura. Segundo o presidente da legenda, Ronaldo Ferreira, a sigla deve eleger três canditados na eleição deste ano.
“A expectativa é de fazer uma bancada que mantém os padrões dos últimos anos. Tivemos uma excepcionalidade em 2008, quando o Papa foi reeleito com 77% de aprovação e fizemos seis cadeiras.
Conseguimos fazer quatro cadeiras na eleição de 2012. Tivemos a perda da nossa grande liderança, Marcus de Rosis, que faleceu em 2014. Mantivemos uma bancada de três vereadores. Vamos numa coligação junto com o PSDB, mas nossa expectativa é manter nosso patamar de três cadeiras. Manter o nosso handicap dos últimos anos”.
Atualmente, somente Antonio Carlos Banha Joaquim representa o PMDB no parlamento de Santos. Este ano, a legenda teve as saídas dos vereadores Manoel Constantino e Roberto Teixeira, ambos para o PSDB. Ferreira encara a situação como parte do processo político.
“O PMDB, desde 2012 para cá, vem tendo perdas. Mas isso faz parte do processo político. Nós respeitamos as opções realizadas pelo vereador Manoel Constantino, que é um homem digno e probo, que as circunstâncias políticas o levaram a essa decisão. Da mesma forma, o pastor Roberto. Mas a política é dinâmica. Da mesma forma que temos essas mutações, esses quadros vem sendo providos de uma outra forma. Com outras pessoas que vem, nomes que se apresentam. Até numa questão de estratégia de como vamos buscar nos reposicionar no quadro político da cidade”.
No entanto, o presidente ressaltou que o partido “não pode ser arrogante ou tapar o sol com a peneira e dizer que tem as mesmas condições de quatro ou oito anos atrás”.
Ronaldo Ferreira garantiu que, apesar de perder dois potenciais pré-candidatos para o PSDB, não há nenhum tipo de rusga entre os partidos coligados, mas sim o respeito mútuo pelos quadros.
“Nós temos que respeitar o processo político e as pessoas. Independente da migração do presidente Manoel Constantino e do pastor Roberto para o PSDB, nós temos que respeitar essa decisão. Foi uma opção individual deles”.
Ele ainda ressaltou a forte ligação entre Constantino e a história do PMDB.
“Manoel Constantino contribuiu por demais com a história do PMDB. Existe um capítulo especial destinado ao vereador. A história do Manoel Constatino está escrita no PMDB. Quando se contar a história da política de Santos, do Legislativo, estará lá Manoel Constantino dos Santos, do PMDB”.
Sobre o atual momento de desconfiança na classe política, o presidente do PMDB disse acreditar que possa haver uma queda no quociente eleitoral, mas que não será grande como apontam alguns políticos. Para ele, quando a campanha começar, as pessoas terão a consciência da importância do voto. “O processo eleitoral acaba motivando as pessoas e a importância delas participarem”.
