Coordenadora não vê com ‘bons olhos’ planos de Rogério Santos e Rosana Valle

Candidatos têm pelo menos um ponto em comum: dificuldades em aderir ao Plano Ruas Visíveis

O Plano Ruas Visíveis contempla 99 ações

O Plano Ruas Visíveis contempla 99 ações | Divulgação

Quem for as urnas em Santos neste domingo precisa saber que Rogério Santos (Republicanos) e Rosana Valle têm pelo menos um ponto em comum: dificuldades em aderir ao Plano Ruas Visíveis – Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua, lançado em dezembro de 2023, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promove a efetivação da Política Nacional para a área social.

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A afirmação é de Laureci Elias Dias, a Laura Dias, coordenadora do Movimento Nacional de Luta e Defesa da População em Situação de Rua (MNLDPSR), conselheira do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) e estadual da Ouvidoria da Defensoria Pública.

“Ambos, nas campanhas, continuam tratando a questão como um problema de segurança e não de saúde pública. Nem Rosana, nem Rogério têm um plano efetivo de políticas públicas para a situação de rua”, afirma Laura. “Não falam em oportunidades, moradia, saúde mental, locais de higiene, de dignidade menstrual e humana de forma geral”.

O Plano Ruas Visíveis contempla 99 ações que serão desenvolvidas a partir de sete eixos: assistência social e segurança alimentar; saúde; violência institucional; cidadania, educação e cultura; habitação; trabalho e renda; e produção e gestão de dados. A articulação envolve 11 ministérios, em parceria com governos estaduais e municipais e em diálogo com os movimentos sociais e outros órgão e instâncias representativas.

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Candidatos

O candidato Rogério Santos afirma que Santos já cumpre todos os quesitos da Política Nacional e ainda está apta a aderir a outros planos que preconizam o amplo atendimento desses cidadãos, conforme as diretrizes e legislações vigentes.

“Destacamos que as ações executadas pelo Município vão além do preconizado pela União, com o desenvolvimento de novas iniciativas, sempre mantendo a garantia dos direitos dessas pessoas como prioridade. A Cidade possui uma ampla gama de serviços voltados à população mais vulnerável, em especial àquela em situação de rua, para garantir o resgate de sua cidadania e a saída das ruas”. 

Segundo o republicano, a Cidade possui abrigo emergencial de baixa exigência, Seção de Acolhimento e Abrigo Provisório de Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (Seacolhe-Aif) e Seção Abrigo para Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (Seabrigo-Aif) e instituições conveniadas totalizando 600 vagas.

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Santos lembra do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), que presta atendimento às pessoas que moram nas ruas com um trabalho de persuasão e respeito à liberdade de escolha. Também afirma a abordagem social por uma equipe de educadores sociais que identifica famílias e indivíduos em espaços públicos, como trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, uso abusivo de crack e outras drogas. 

Na área da qualificação, ressalta o Programa Fênix, com dezoito meses de duração, as atividades são desenvolvidas nos próprios equipamentos da Prefeitura, com bolsa de um salário mínimo, cesta básica e vale transporte, e o Consultório na Rua, que amplia o acesso aos serviços de saúde.

Recorda dos quatro restaurantes Bom Prato da Cidade e o serviço de Recâmbio Qualificado, realizado por intermédio da busca ativa por um parente, com o controle da saída e da chegada desta pessoa em sua cidade. Tem ainda, segundo Rogério Santos, o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp Rua), que promove o debate e define a Política Municipal das Pessoas em Situação de Rua. “Santos é a única cidade da região que possui este comitê”.

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O prefeito e candidato à reeleição ainda explica que existe, em parceria com a Justiça Federal, o mutirão de serviços Pop Rua Jud, em que muitos conseguiram se aposentar ou conquistar um emprego. Outras foram encaminhadas a cursos de capacitação e a diversos outros serviços oferecidos, como a Defensoria Pública e o Poupatempo. 

“Uma parte dos recursos do TRIMMC (R$ 34 milhões) assinado recentemente com a Petrobras será direcionada para a aquisição e adaptação de um grande imóvel no bairro da Vila Nova que contemplará um projeto-piloto de moradias voltadas à população em situação de rua, um restaurante Bom Prato e espaço para cursos de capacitação profissional promovidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social”.  

Finalizando, Rogério Santos revela que, caso reeleito, implantará ainda o Guardião Cidadão, um programa formado por jovens de 18 a 20 anos e reservistas que receberão treinamento e um salário mínimo e meio. “Eles atuarão em postos avançados da Guarda Civil Municipal que serão criados em bairros e auxiliarão no monitoramento da população em situação de rua. Trabalharão integrados às equipes de abordagem social e saúde, prestando apoio, além de colaborarem na questão da segurança”. 

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Também pretende ampliar os centros de Referência em Assistência Social, criar o Programa Municipal de Segurança Alimentar e a implantação do abrigo de acolhimento para famílias em situação de rua. “Vamos ampliar o Centro Especializado de Assistência Social para pessoas em situação de rua com a oferta de mais serviços de saúde, emprego e assistência e expandiremos as equipes de abordagem social. Outra ação importante será a criação do Observatório de Direitos Humanos”, garante Santos.

Rosana

Rosana Valle promete executar um novo censo, atualizando o número de pessoas em situação de rua, com informações que auxiliem nas ações de acolhimento; monitorar a entrada de veículos que trazem pessoas em situação de vulnerabilidade de outras cidades para Santos e aumentar o número de consultórios de rua, que hoje tem apenas uma equipe.

Rosana também diz que irá realizar, através da Guarda Civil Municipal (GCM) e a Secretaria de Assistência Social, a busca ativa para identificar pessoas com pendências na Justiça; fazer convênios e parcerias com ONGs e Igrejas que atuam junto às pessoas em situação de rua para potencializar a abordagem e o acolhimento e estabelecer protocolos de atendimento e acompanhamento de até um ano e meio para o acolhimento das pessoas em situação de rua.