Plano preventivo para monitorar áreas de risco de Cubatão começa nesta quinta (1º)

Ações seguem até 31 de março de 2023 e incluem monitoramento de áreas de risco

Cubatão possui cinco áreas frequentemente monitoradas pela Defesa Civil Municipal

Cubatão possui cinco áreas frequentemente monitoradas pela Defesa Civil Municipal | Divulgação/PMC

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Cubatão (COMDEC), ligada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania, inicia na quinta-feira (1º) o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) que tem objetivo de monitorar as áreas preocupantes por meio de instrumentos de identificação de riscos: previsão meteorológica, índices pluviométricos e vistorias em campo. O objetivo é evitar a perda de vidas humanas e bens materiais decorrentes de escorregamentos, inundações, enxurradas e outros processos geológicos e hidrológicos.

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Cubatão possui cinco áreas frequentemente monitoradas pela Defesa Civil Municipal por conta dos riscos de deslizamentos e movimento de massa, a grande maioria com médio risco: Pilões, Água Fria, Cota 95 e 200. Apenas Mantiqueira está categorizada como alto risco. As áreas somam cerca de duas mil moradias.

O PPDC é o plano que abrange os locais de encosta habitados. Em Cubatão, a Defesa Civil também administra o Plano de Contingência da Serra do Mar, específico para encosta na área industrial e é operacionalizado junto ao PPDC.

O Plano segue até 31 de março do ano que vem e está organizado em quatro níveis: observação, atenção, alerta e alerta máximo. A partir de amanhã (1º) será decretado o nível de observação. Nessa fase, será feito acompanhamento dos índices pluviométricos e da previsão meteorológica.

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Já o nível de atenção é implantado a partir dos índices acumulados de chuva e ocorrência de precipitação crítica, sendo que nesse caso a Defesa Civil intensifica as vistorias, especialmente nas áreas de risco. Já o nível de alerta prevê a remoção preventiva da população das áreas de risco identificadas nas visitas técnicas. O mais preocupante é o nível de alerta máximo, que exige a remoção imediata da população que ocupa áreas em perigo.

“As mudanças de nível são determinadas obedecendo a critérios geotécnicos e hidrológicos. Cubatão tem 7 postos para medir o acumulado de chuvas. Quatro deles estão localizados na Serra do Mar, dois na zona industrial e um em área urbana”, explica Cristina Candido, coordenadora da COMDEC.

Ainda de acordo com Candido, os técnicos da Defesa Civil de Cubatão participam frequentemente de treinamentos promovidos pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC) justamente para esta Operação, com oficinas do Estadual, Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Além disso, a COMDEC recebeu diversos equipamentos este ano para ajudar no trabalho de monitoramento e de atendimentos às comunidades como nova viatura, geradores de energia, lanternas, holofotes, coletes, luvas, entre outros.

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Outra importante ferramenta que poderá ser usada este ano no PPDC são os boletins de alerta por SMS. A COMDEC informa que os munícipes podem cadastrar seus celulares para receber os avisos por mensagem de texto sempre que houver mudança climática significativa ou de perigo iminente para a comunidade. Para receber as notificações, os cidadãos devem cadastrar o CEP da residência ou de qualquer outra localidade como do trabalho, enviando um SMS para 40199. O serviço é gratuito. Com esse sistema, as pessoas passam a receber alertas sempre que a Defesa Civil identificar uma situação de risco na área que abrange o CEP registrado como chuvas fortes, enchentes, deslizamentos, incidência de raios e outros fenômenos causados por eventos meteorológicos.

A história do PPDC

Em 1988, vários escorregamentos ocorreram no País. Os mais graves foram registrados em Petrópolis, com 171 mortes; Rio de Janeiro, 53 mortes; e litoral de São Paulo, com 17 vítimas fatais (Cubatão, Santos e Ubatuba). Na época, o Governo do Estado determinou aos institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Geológico, Florestal e de Botânica que realizassem estudos para o mapeamento dos problemas e a elaboração de propostas, dentre as quais, o Plano Preventivo de Defesa Civil. Ainda em 88, prefeituras da Região Metropolitana da Baixada Santista e Litoral Norte concordaram em firmar um pacto de ações voltadas a reduzir o número de vítimas fatais causadas por escorregamentos. O êxito obtido foi replicado em outras regiões.