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PG prepara atendimento especializado para moradores em situação de rua

Prefeito e Igreja Católica visitaram instalações de futuro acolhimento noturno

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13 MAI 2019Por Da Reportagem14h20
A meta é unir a iniciativa pública com entidades que ajudam as pessoas em situação de ruaFoto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Com o objetivo de dar oportunidades aos moradores em situação de rua, Praia Grande está construindo um complexo na área social voltado especialmente a esse público, no Bairro Quietude. Na sexta-feira (10), o prefeito apresentou a representantes da Igreja Católica, as instalações da futura unidade de acolhimento noturno, que deverá atender cerca de 100 pessoas por noite. A meta é unir a iniciativa pública com entidades que ajudam as pessoas em situação de rua.

No local, instalado na Avenida Ministro Marcos Freire, próximo ao PS Quietude, já funciona o Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Em breve outros dois serviços serão instalados no local: o Centro de Atendimento Especializado em População de Rua (Centro POP) e a unidade de Acolhimento Norturno.

Com a instalação dos equipamentos, o Município vai oferecer a oportunidade para estes moradores mudarem de vida. No mesmo local poderão ter acesso aos serviços sociais do Município, encaminhamento para mercado de trabalho, retorno ao lar e acesso aos benefícios sociais.

De acordo com o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, o atendimento a essas pessoas é sistêmico e não pode se resumir apenas em distribuir comida. Muitos também são dependentes químicos, ou estão sem opção de vida. “Vamos separar por grupos, trabalhar com psicólogos, assistentes sociais e todos os demais técnicos que poderão dar suporte para a reinserção destes moradores à sociedade”.

O abrigo será um local seguro para alimentação, higiene e acolhimento noturno. Em paralelo será feito um trabalho de técnicos para encaminhar quem aceita ajuda para serviços especializados. Todos os serviços que o Município dispõe estarão interligados com o atendimento do Acolhimento Noturno.

Ainda de acordo com o prefeito, a ideia é que entidades administrem o acolhimento, porém com o suporte dos técnicos da Prefeitura. “Quando começamos a pensar num atendimento integrado, foi a partir da iniciativa de grupos religiosos que trabalham dando comida aos moradores de rua. Isso estimula as pessoas a permanecerem na rua, então buscamos uma parceria para oferecer o contrário: oportunidade com responsabilidade.

O vigário episcopal para dimensão social da evangelização, padre Valdeci João dos Santos, acompanhou prefeito na visita e conheceu a estrutura que está sendo construída. “Gostei do que vi. É uma estrutura que está sendo pensada para dar aos nossos irmãos o mínimo de dignidade humana, não só nos momentos difíceis, mas também tirá-los do ambiente de vulnerabilidade”.

Segundo o padre, a Igreja Católica tem uma visão de que precisa ajudar os mais vulneráveis e não pode fazer só o assistencialismo, mas sim uma ação mais abrangente. “Acho que é uma medida que vai ser modelo para a Baixada Santista”.

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