Pets e a volta às aulas: como minimizar o estresse de separação

Saiba o que fazer para evitar o estresse da separação na volta às aulas e eliminar sintomas físicos e emocionais prejudiciais aos pets

Porém, para os pets, esse pode ser um momento ainda mais complicado. Isso porque podem sofrer com o estresse da separação. 

Porém, para os pets, esse pode ser um momento ainda mais complicado. Isso porque podem sofrer com o estresse da separação.  | Pixabay

A volta às aulas pode não ser fácil para as crianças e jovens, afinal, quem não gosta de curtir as férias? Porém, para os pets, esse pode ser um momento ainda mais complicado. Isso porque podem sofrer com o estresse da separação. 

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O amor que temos por ele é gigante, não é mesmo? Mas, o que eles sentem por nós é tão grande, que a quebra de expectativa desse vínculo, ou seja, a separação, causa danos à saúde física e emocional dos bichinhos. 

Quanto a isso, se chegou até este artigo, é porque percebeu que o seu pet é apegado a você ou a um tutor que precisa se ausentar com frequência e precisa de ajuda. 

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Contudo, se acredita que a saída é mimá-lo antes ou após sair de casa… é totalmente o oposto! Para saber o jeito de deixar todo mundo feliz, sem nenhum tipo de estresse, fique até o final! 

O que é estresse da separação em pet?

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Estresse da separação é o distúrbio decorrente da separação do pet em relação a uma pessoa a quem ele tem muito apego. Quanto às residências com mais de um morador, o bichano sofre com o afastamento de quem ele tem mais vínculo ou quando fica totalmente sozinho.  

Em entrevista ao G1, o advogado Luccas Gontijo Alves relata sobre o comportamento estranho que sua cachorrinha Mabel tinha quando ele saía para trabalhar.  

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“Ela passou a chorar muito alto, ficava triste, rasgava os objetos da casa, subia em cima da mesa, mordia sapatos”, descreve. 

Infelizmente, esse é um quadro normal para alguns bichinhos mais sensíveis a esse processo. Porém, felizmente, é facilmente percebido, e tem tratamento conforme indicações de profissionais qualificados. 

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Especialistas explicam! 

O veterinário Raymundo Chaves Neto explica sobre a ansiedade da separação. Conforme o especialista, ela é um distúrbio de vínculo afetivo e acontece devido ao forte apego que os bichos de estimação têm com seus donos. 

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Portanto, trata-se de uma dependência emocional a qual resulta em sintomas físicos. Situações como essa também são comuns para nós, os humanos. Quer um exemplo? 

Quando comemos mais do que o comum em situações de estresse, quando ficamos mais calados em momentos tristes ou quando sentimos dores de barriga quando estamos ansiosos com algo. 

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Nesse sentido, com os pets, a carência emocional e a falta da presença física de quem eles mais amam, leva a alguns sintomas físicos indesejados. 

Fique atento aos sintomas:

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choro excessivo;

uivos e latidos ao perceber que ficará sozinho;

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morder objetos, sapatos e móveis;

apatia, tristeza;

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xixi em local incomum; 

salivação excessiva;

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diarreia;

coração acelerado;

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falta de apetite;

lambedura;

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automutilação;

agressividade.

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Causas da ansiedade da separação

A causa parece óbvia, não é mesmo? Porém, em alguns casos, ela vai além da separação devido às voltas às aulas ou ao trabalho, por exemplo. Sendo assim, ela é igualmente consequência de: 

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pet isolado em cômodos da casa;

traumas passados, principalmente abandono ou maus tratos;

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mudança repentina de residência ou rotina;

estadia em um local desconhecido;

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alteração na alimentação. 

Deixou o cão ou gato em uma creche com medo dele sentir sua falta, ou falta do tutor que vai à escola? Em alguns casos, essa estratégia pode não ser bem-sucedida. 

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Isso porque às vezes o problema não é a solidão em si, mas a falta de quem ele ama, a estranheza a uma mudança de rotina, a saudade de casa ou o medo de ser abandonado novamente. 

Estratégias para minimizar o estresse da separação

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Assim como a volta às aulas, certas separações são inevitáveis. Afinal, apesar de querermos muito poder ficar na companhia de nossos amigos de 4 patas, precisamos sair de casa para outros compromissos. 

Por isso, confira as principais estratégias, segundo o comportamentalista canino Flávio Souza Santos, para evitar a ansiedade da separação em pets: 

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Não exagere nas despedidas

Quanto mais carinho, beijos e abraços e mais afinar a voz de bebê na despedida, mais o pet reconhece que ela sairá por muito tempo. 

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Pense no seguinte: como se despede de alguém que sabe que verá dali dois dias? E como se despede de alguém que sabe que não verá por meses? 

As reações são diferentes, concorda? Então, caso exagere na hora de sair de casa, o subconsciente do pet entende que sua partida será longa. 

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Por isso, um “tchau”, “até depois” ou um carinho rápido na cabeça são suficientes.

Ao voltar, também não exagere nos encontros

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Os encontros devem ser tão tranquilos quanto as despedidas. Portanto, ao chegar, o tutor deve demonstrar que isso é algo normal, e não um grande acontecimento. 

Isso porque, quando chega em casa eufórico pelo encontro do bichano, ele entende que é uma situação inédita, e tão difícil de acontecer, que precisou de uma “festa” para isso.   

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Dica de especialista: 

“Ao chegar em casa, ignorar o cão quando ele estiver em desespero, para só depois de algum tempo lhe dar atenção, é uma ótima maneira de acalmá-lo. O animalzinho vai saber que o tutor voltará para o ambiente doméstico e que aquela situação é normal”, cita o comportamentalista Flávio Souza. 

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Deixe seu cheiro em casa

Uma alternativa fácil e que evita sapatos e móveis destroçados pelo animalzinho é deixar uma roupa com o cheiro do tutor o qual ele sente falta. 

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Blusas são as melhores opções, devido a maior concentração de perfume. Deixe-a em um local visível e de fácil acesso e espere que o pet a encontre. 

Lembra sobre não exagerar na despedida? Então, não precisa mostrar a peça de roupa, ok? Ele com certeza irá encontrá-la sozinho e usá-la para se sentir mais calmo e menos sozinho. 

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Distribua petiscos pelos cômodos

Petiscos nunca são demais. Os bichanos adoram e podem usá-los como um escape da falta que sentem do tutor. Nesse caso, servem como uma miragem no deserto!

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Distribua os petiscos preferidos pelos cômodos mais frequentados pelo cão ou gato, e ele ficará menos ansioso ao se deparar com esses “tesouros.”

Quando busca por auxílio profissional? 

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Gostou das dicas? Elas são eficientes e evitam os sintomas da ansiedade. Além disso, também evitam com que essa condição se agrave e evolua para uma depressão, por exemplo. 

Porém, caso suspeite de que seu bichinho de estimação já esteja com problemas em relação à separação, busque apoio profissional, como em um Hospital Veterinário 24h.

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Outra situação em que a ajuda de profissionais qualificados também é fundamental, é quando mesmo após seguir todas as dicas, os sintomas não cessaram ou sequer diminuíram. Retribua o amor e o apego do seu pet a você: não hesite em ajudá-lo!