Petroleiros protestam contra desmonte da Petrobras na Praça Mauá

O desmonte da Petrobras no Estado será alvo de protesto da categoria hoje

O desmonte da Petrobras no Estado de São Paulo será alvo de protesto da categoria petroleira hoje, a partir das 11h30, na Praça Mauá, em Santos. A empresa transferiu compulsoriamente 937 trabalhadores de sete plataformas de produção de petróleo e gás natural do Estado para a base no Rio de Janeiro (RJ). A unidade da Petrobras, no Valongo, em Santos, vem sofrendo um esvaziamento de suas atividades, com transferências de empregados e demissões de trabalhadores terceirizados.

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O Diretor de Comunicações do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) Fábio Melo explica que existe a ameaça de extinção de quase mil postos de trabalho terceirizados, o que certamente terá impacto sobre toda a economia local.

“A empresa alega que somente 20% do total de trabalhadores serão impactados, o que é um absurdo, porque a unidades da Petrobras são regionalizadas e o pessoal que prestou concurso já sabia onde iria trabalhar. Muitos tiveram a opção de vir e morar em Santos”, afirma.

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O sindicaliza acena sobre a possibilidade da empresa estar preparando terreno para, definitivamente, encerrar as atividades na região e no Estado. Conforme explica, a Petrobras chegou a investir R$ 14 milhões no Aeroporto de Itanhaém para, depois, não utilizar mais suas dependências.

“Isso já foi uma espécie de alerta. Agora, vem com as quase mil transferências. Os engenheiros de campo já estão no Rio. Ano passado, foi o pessoal de geologia, junto com o fechamento do laboratório”, afirma, alertando que todo os setores administrativo e apoio, ligados ao pré-sal do Valongo, deverão ser desativados. “Os trabalhadores terceirizados não serão deslocados e vão perder emprego”, completa.

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Fábio Melo alerta que o Sindicato está recorrendo ao Judiciário ao mesmo tempo que tentando apoio das autoridades da região e Estado, além da sociedade da Baixada. “Esse prejuízo não vai atingir somente os petroleiros. Vai impactar a economia de Santos e região. Se a Cidade deixar de ser sede do pré-sal brasileiro, teremos centenas de desempregados. O Estado já detém 10% da produção nacional de petróleo. O bônus disso tudo será perdido”, finaliza.

Covid

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Sobre a ação da COVID-19 sobre a categoria, Fábio Melo alerta que a questão também é preocupante. Há problemas envolvendo testes rápidos, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Ele é enfático: “as medidas não estão sendo apropriadas para quem trabalha em serviços essenciais. Dezenas de trabalhadores tiveram contato o coronavírus e perdemos alguns grandes trabalhadores. O Sistema Petrobras nunca parou. Chegamos a superar o Estado do Mato Grosso na questão de infectados”, finaliza.

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Petrobras

Em nota, a Petrobras informa que “não se trata de transferência de empregados, visto que os mesmos seguirão trabalhando embarcados nas mesmas plataformas da Unidade da Bacia de Santos em que atuam. O que ocorreu foi um procedimento administrativo na lotação destes empregados que trabalham nas plataformas da Unidade da Bacia de Santos. Esses empregados já embarcam no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, há mais de dois anos. Além disso, cerca de 80% deste grupo não moram na Baixada Santista. Não há, portanto, nenhuma demissão nem impacto para a economia da região.

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A Petrobras não tem medido esforços para proteção de seus colaboradores (próprios e terceirizados). Desde o início da pandemia, a companhia está monitorando continuamente o quadro de saúde mundial decorrente da Covid-19 e adotando medidas para prevenção à disseminação da doença. Na RPBC, a Petrobras iniciou a realização de testes em 20 de maio. A companhia vem ampliando rapidamente a aplicação de testes na triagem antes do início de atividades operacionais, tanto em plataformas offshore como em unidades operacionais em terra. De cerca de 26 mil testes já realizados no país, mais de 20 mil foram aplicados com o propósito de triagem.

Os testes rápidos realizados para triagem nas unidades operacionais servem para identificar pessoas assintomáticas que possam apresentar algum risco. Essas pessoas não entram nas instalações e são encaminhadas para repouso domiciliar, com monitoramento médico.

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Os testes rápidos são um tipo de exame que detecta a presença de anticorpos no sangue e, portanto, úteis para identificar pessoas que possam estar com uma infecção ativa há alguns dias, porém sem manifestação de sintomas; assim como aquelas que possam ter tido uma infecção assintomática no passado e já desenvolveram defesas naturais. 

A conduta adotada pela Petrobras segue critérios técnicos. As pessoas com teste positivo para IgG já tiveram exposição ao vírus e desenvolveram defesas naturais. Portanto, não estão doentes nem apresentam risco de contagiar outras pessoas, por isso são liberadas para o trabalho. A triagem por testes rápidos vem apresentando resultados positivos, com redução do número de colaboradores com a infecção ativa.” 

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“A Petrobras tem compromisso com o cuidado e a proteção dos colaboradores, incluindo seus familiares e pessoas próximas. Por isso a Petrobras não vai informar quando algum colaborador tiver confirmação ou complicações decorrentes da Covid-19. A companhia entende que, em linha com nosso valor de respeito às pessoas, a garantia da privacidade e do sigilo se sobrepõe nessas situações. Informações individuais dos colaboradores devem ficar restritas aos profissionais de saúde, resguardando inclusive o sigilo médico”, finaliza.