A greve nacional de funcionários do Sistema Petrobras foi aderida pelos petroleiros do litoral de São Paulo nesta segunda-feira (15). A medida terá tempo indeterminado e obteve 100% de aprovação em assembleia do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (SindiPetro-LP).
De acordo com o próprio SindiPetro-LP, a greve acontece por conta de entraves na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A terceira proposta da Petrobras é de 0,5% de ganho real, calculado sobre a remuneração mínima.
Segundo a entidade, a proposta da Petrobras é “insuficiente, provocativa e completamente distante das necessidades reais da categoria”.
Outras reivindicações
Além das citadas, a SindiPetro-LP pede:
- Fim dos PEDs da Petros;
- Demandas específicas dos embarcados;
- Reconhecimento do regime 14×21;
- Isonomia alimentar;
- Fim do banco de horas;
- Valorização do salário básico;
- Regras mais claras de teletrabalho e “respeito aos trabalhadores e trabalhadoras do regime especial, da área industrial, administrativa, offshore e aos contratados”.
Petrobras
Em nota divulgada pela Agência Brasil, a Petrobras afirmou que mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais e participa de reuniões regulares para tratar da pauta de reivindicações.
A estatal ainda informou que apresentou, na última semana, uma nova proposta com avanços para a categoria e destacou que respeita o direito de manifestação dos empregados.
Ainda de acordo com a Petrobras, se necessário, medidas de contingência serão adotadas para assegurar a continuidade das atividades.
