A Petrobras contrapôs ontem as informações do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) dando conta que a empresa estaria saindo do Estado de São Paulo e que, por conta disso, transferiu 937 trabalhadores de sete plataformas de produção de petróleo e gás natural para a base no Rio de Janeiro (RJ).
O Sindipetro fez até uma manifestação, também ontem, na Praça Mauá, no Centro de Santos, para sensibilizar autoridades e a população, sobre a possibilidade de desemprego e prejuízo à economia local.
“Não se trata de transferência de empregados, visto que os mesmos seguirão trabalhando embarcados nas mesmas plataformas da Unidade da Bacia de Santos em que atuam. O que ocorreu foi um procedimento administrativo na lotação destes empregados. Eles já embarcam no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, há mais de dois anos. Além disso, cerca de 80% deste grupo não mora na Baixada Santista. Não há, portanto, nenhuma demissão nem impacto para a economia da região”, revela a Assessoria da Petrobrás.
COVID
Sobre a alegação de que seria negligente em relação a pandemia de Covid-19, a Petrobras garante que não tem medido esforços para proteção de seus colaboradores (próprios e terceirizados).
“Desde o início da pandemia, a companhia está monitorando continuamente o quadro de saúde mundial decorrente da Covid-19 e adotando medidas para prevenção à disseminação da doença. Na RPBC, a Petrobras iniciou a realização de testes em 20 de maio. A companhia vem ampliando rapidamente a aplicação de testes na triagem antes do início de atividades operacionais, tanto em plataformas offshore como em unidades operacionais em terra. De cerca de 26 mil testes já realizados no país, mais de 20 mil foram aplicados com o propósito de triagem”, comenta.
Ainda sobre a questão, a empresa completa que os testes rápidos realizados para triagem nas unidades operacionais servem para identificar pessoas assintomáticas que possam apresentar algum risco. Essas pessoas não entram nas instalações e são encaminhadas para repouso domiciliar, com monitoramento médico.
CONDUTA
“A conduta adotada pela Petrobras segue critérios técnicos. As pessoas com teste positivo para IgG já tiveram exposição ao vírus e desenvolveram defesas naturais. Portanto, não estão doentes nem apresentam risco de contagiar outras pessoas, por isso são liberadas para o trabalho. A triagem por testes rápidos vem apresentando resultados positivos, com redução do número de colaboradores com a infecção ativa”, afirma.
A Petrobras garante compromisso com o cuidado e a proteção dos colaboradores, incluindo seus familiares e pessoas próximas. Por isso a Petrobras não vai informar quando algum colaborador tiver confirmação ou complicações decorrentes da Covid-19.
Por fim, a Petrobras revela que “em linha com nosso valor de respeito às pessoas, a garantia da privacidade e do sigilo se sobrepõe nessas situações. Informações individuais dos colaboradores devem ficar restritas aos profissionais de saúde, resguardando inclusive o sigilo médico.
