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Pesquisadores investigam sambaquis nas instalações da Fortaleza da Barra

Para contribuir com os estudos, a Secretaria de Cultura firmou convênio com instituições que visam à proteção do patrimônio

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21 MAI 2019Por Da Reportagem21h04
Os sambaquis são imensos blocos de pedras muito antigosFoto: Divulgação/PMG

O Museu da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, patrimônio histórico de Guarujá, ainda rende grandes descobertas. Nas últimas semanas, arquitetos e profissionais da área de restauração estiveram colhendo amostras para comprovar e documentar a presença de sambaquis nas instalações.

Para contribuir com os estudos, a Secretaria de Cultura de Guarujá firmou convênio com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, com o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios e com  Instituto do Patrimônio Histórico Arquitetônico Nacional (Iphan). Todas as instituições citadas visam contribuir com a pesquisa e proteção do patrimônio histórico e cultural paulista.

A importância dos sambaquis na região

Os sambaquis são imensos blocos de pedras muito antigos, cujo significado em tupi-guarani indica que a sua composição é feita de taba (conchas) e ki (amontoado) - triturado e misturado com o óleo aquecido de baleia.

Estima-se que as espessas paredes e muralhas do Museu da Fortaleza da Barra Grande foram construídas com tal argamassa, que é procedente dos tupis-guaranis.

O peso histórico das construções com sambaquis deve-se à raridade que é encontrar a composição nos dias atuais, pois grande parte dos monumentos foi destruída ao longo do tempo pelos europeus. Com isto, o patrimônio de Guarujá torna-se um polo de pesquisas sobre as raízes e o desenvolvimento do povo brasileiro.

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