Cotidiano

Pesquisa aponta os tipos de acidente mais comuns na rodovia que liga SP ao litoral; veja quais

Mesmo com queda de quase 50% no total de ocorrências durante a Páscoa, falta de atenção e proximidade entre veículos seguem como os principais riscos nas rodovias

Luna Almeida

Publicado em 09/04/2026 às 18:40

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O total de acidentes no sistema despencou 49% em comparação ao mesmo feriado de 2025 / Ecovias/Reprodução

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O balanço da Operação Páscoa no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) revelou que as colisões traseiras e laterais continuam sendo o maior desafio para a segurança viária na ligação entre a Capital e o Litoral. Entre os dias 2 e 5 de abril, esses dois tipos de acidentes concentraram a maioria absoluta das ocorrências registradas pela concessionária Ecovias. 

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Ao todo, foram 11 colisões traseiras e 6 laterais, números que colocam o comportamento dos motoristas em fluxos intensos sob os holofotes, especialmente em trechos de serra e chegada aos municípios da Baixada Santista.

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Apesar da predominância desse perfil de acidente, os indicadores gerais de segurança apresentaram uma melhora robusta em 2026. O total de acidentes no sistema despencou 49% em comparação ao mesmo feriado de 2025, passando de 59 para 30 registros. 

A gravidade das ocorrências também diminuiu de forma drástica: o número de feridos recuou 35% e o total de vítimas fatais caiu de três para uma, em um período onde mais de 271 mil veículos circularam pelas rodovias Anchieta e Imigrantes.

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O perigo da falta de distância e da desatenção ao volante

O domínio das colisões no mesmo sentido de direção, quando um veículo atinge o outro à frente ou ao lado, aponta para uma falha recorrente na condução: o desrespeito à distância de segurança. 

Segundo a coordenação de tráfego da Ecovias, esse tipo de batida é comum em momentos de frenagens bruscas ou lentidão repentina.

O monitoramento indica que muitos condutores não mantêm o espaço necessário para reagir a tempo, transformando um simples congestionamento em um cenário de engavetamento ou pequenos choques que prejudicam ainda mais o fluxo.

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Além das colisões entre carros, o balanço destacou outros tipos de incidentes que completam o quadro de risco nas rodovias. 

Os tombamentos de motocicletas e as colisões laterais empataram no segundo lugar do ranking, com seis casos cada. Choques contra objetos fixos e atropelamentos de pedestres também foram registrados, embora em menor volume. 

Para os especialistas em tráfego, a redução geral dos índices reflete uma maior prudência dos viajantes, mas a persistência das batidas traseiras mostra que a atenção plena deve ser redobrada, independentemente das condições favoráveis do tempo.

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Atendimento mecânico

A necessidade de atenção não se restringe apenas à forma de dirigir, mas também à manutenção do automóvel. Durante os quatro dias de operação, o socorro mecânico foi o serviço mais acionado pelos usuários, com 531 chamados. 

Pane elétrica e problemas nos motores lideraram as assistências, seguidas pelo uso de guinchos e ambulâncias. 

Esses dados reforçam que uma falha mecânica em trechos de tráfego pesado pode ser o gatilho para as colisões traseiras que lideram as estatísticas do feriado.

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Em termos de volume, a Operação Páscoa teve seu pico de descida para o litoral na manhã de sexta-feira, enquanto o retorno para São Paulo concentrou a maior força de tráfego na tarde de domingo, chegando a quase 10 mil veículos por hora no sentido Capital. 

O fato de o número total de pessoas envolvidas em acidentes ter caído de 128 para 82 é celebrado como um avanço na segurança viária da região, mas o alerta permanece: manter a distância e a calma no volante são as únicas formas de evitar as colisões que seguem "campeãs" nas estradas paulistas.

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