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PERIGO: Nasa divulga foto única de maior iceberg do mundo que supera SP e está colapsando

O A-23A se desprendeu da Antártida em 1986, há cerca de 40 anos. Com aproximadamente 4 mil quilômetros quadrados, ele possui o dobro do tamanho da cidade de São Paulo

Igor de Paiva

Publicado em 10/01/2026 às 17:50

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O iceberg A-23A oferece riscos principalmente à navegação e ao equilíbrio ambiental do Atlântico Sul / Nasa/Reprodução

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A Nasa divulgou na última quinta-feira (8) uma imagem do maior iceberg do mundo, o A-23A, que está prestes a entrar em colapso. Ele se encontra no Oceano Atlântico Sul, entre o leste do continente sul-americano e as ilhas da Geórgia do Sul.

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A imagem foi capturada em 26 de dezembro por sistemas de observação da agência espacial norte-americana. Segundo cientistas da Nasa, o iceberg apresenta características preocupantes, como gelo encharcado e áreas azuladas, sinais claros de um processo avançado de desintegração.

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O A-23A se desprendeu da Antártida em 1986, há cerca de 40 anos. Com aproximadamente 4 mil quilômetros quadrados, ele possui o dobro do tamanho da cidade de São Paulo. Aproveite e relembre: Maior iceberg do mundo começa a se despedaçar após 40 anos e acende alerta global

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Após permanecer praticamente imóvel por cerca de 30 anos, o gigante de gelo voltou a se deslocar em 2020, o que aumentou a atenção de pesquisadores devido aos riscos associados ao seu colapso.

Perigos

O iceberg A-23A oferece riscos principalmente à navegação e ao equilíbrio ambiental do Atlântico Sul. Com dimensões gigantescas, seu colapso pode gerar inúmeros fragmentos menores, difíceis de monitorar, aumentando o perigo de colisões com embarcações.

A fragmentação também libera grandes volumes de água doce no oceano, o que pode alterar a salinidade e afetar o plâncton, o krill e toda a cadeia alimentar marinha, especialmente em regiões sensíveis próximas à Geórgia do Sul. Além disso, a presença e a desintegração do iceberg podem interferir temporariamente nas correntes oceânicas e na distribuição de nutrientes.

Embora não represente ameaça direta a áreas habitadas, o estado avançado de degradação do A-23A é acompanhado de perto por cientistas por servir como um importante indicador dos impactos das mudanças climáticas sobre o gelo polar.

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