O resultado é um produto caro, valorizado e com certificação obrigatória / Divulgação
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O baiacu japonês, famoso por décadas como um dos animais mais perigosos da gastronomia, iniciou uma transformação profunda em 2025. A espécie, historicamente associada ao risco de envenenamento, passou a ser o centro de um sistema de criação de alta precisão que une tecnologia, biologia marinha e métodos industriais para garantir segurança, padronização e carne premium.
Longe da imagem de aposta arriscada nas mãos de pescadores e chefs, o peixe agora integra uma cadeia controlada desde o nascimento até o processamento final.
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O resultado é um produto caro, valorizado e com certificação obrigatória, capaz de reposicionar o baiacu no mercado e servir de exemplo para o futuro da aquicultura mundial.
A nova lógica de produção começa logo após a eclosão dos ovos. As larvas passam meses em tanques com água do mar filtrada, oxigenada e mantida sob parâmetros estáveis, fase que determina a sobrevivência e o desempenho de todo o lote.
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Só depois do período inicial é que o baiacu segue para gaiolas oceânicas reforçadas, instaladas em áreas estratégicas da costa japonesa.
Nelas, os peixes vivem em regime semi-selvagem, com circulação constante de água limpa e proteção contra predadores. A alimentação continua controlada, garantindo uniformidade e reduzindo riscos de contaminação. É a combinação de ambiente marinho natural com gestão técnica.
O período de colheita é planejado para que o peixe atinja entre 800 gramas e 1,2 quilo, fase em que o rendimento da carne e a textura são considerados ideais. O nível de toxinas também é monitorado, e apenas lotes dentro dos padrões de segurança seguem para o abate e processamento.
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A etapa final exige profissionais certificados, responsáveis por retirar com precisão milimétrica órgãos como fígado, ovários e intestinos, onde se concentram as toxinas. O que sobra é o músculo dorsal, a porção mais valorizada e nutritiva.
Com rastreabilidade, certificação e produção planejada, o baiacu japonês chega ao mercado como carne premium, distante da imagem de risco que o acompanhava.
O modelo de criação, que combina rigor técnico e experiência gastronômica, aponta um caminho para a aquicultura moderna: sistemas mais complexos, porém mais seguros.
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Entre tanques controlados e gaiolas oceânicas, o Japão transforma um dos peixes mais temidos do mundo em um laboratório vivo de inovação, e em uma vitrine do futuro da produção de alimentos no mar.