Peixe tóxico invade litoral do Brasil, ameaça fauna e pode causar convulsões

ICMDbio está treinando pesquisadores e biólogos para lidar com a presença indesejada do animal

A sua chegada na costa do Brasil tem várias teorias

A sua chegada na costa do Brasil tem várias teorias | Divulgação/Sesa

Os mares do litoral brasileiro têm um novo “rei”. Conhecido como peixe-leão, a espécie é considerada uma grande invasora e tem potencial para destruir a fauna marinha. 

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A sua chegada na costa do Brasil tem várias teorias. A mais aceita é que um furacão destruiu uma loja de aquários localizada na Flórida, Estados Unidos. Assim, as larvas do peixe caíram no mar do Caribe.

Com isso, o peixe acabou sendo arrastado pela corrente marítima e “desembarcou” em outras regiões do planeta.

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O litoral brasileiro tem sofrido com a presença de espécies agressivas. No último mês, uma praia foi infestada por peixes-espadas e ataques são registrados.

Rápida reprodução

Outra característica perigosa, é que o peixe-leão tem a capacidade de se reproduzir rapidamente. Pondo cerca de 30 mil ovos por vez, sua população costuma crescer assustadoramente.

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Para lidar com esse avanço, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMDbio) decidiu treinar pesquisadores e pescadores para lidar com essa presença.

Alimentação desenfreada

Somado a sua alta capacidade de se reproduzir, o peixe-leão precisa se alimentar de maneira bem acelerada. 

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De acordo com os registros, cada espécime consegue devorar 20 peixes em apenas 30 minutos.

Local mais ameaçado

O lugar mais ameaçado pelo peixe-leão é Fernando de Noronha. O arquipélago pernambucano registrou 140 espécimes só no último ano.

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O território também foi o lar do maior exemplar capturado da espécie já registrado em todo mundo. Pesquisadores encontram um peixe-leão de 49 centímetros.

Risco aos humanos

O primeiro contato foi há dez anos. Com estrutura fisiológica que conta com toxinas, o contato com seres humanos pode causar vermelhadão, febre e até convulsões. 

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O caso mais famoso de um “ataque” aconteceu de uma forma totalmente acidental. Um pescador do Ceará de 24 anos pisou em um deles. Por conta dos espinhos, ele sofreu com esses sintomas já citados.