Entre os dias 29 de março e 3 de abril, a procura costuma disparar / Wikipedia Communs
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Não é segredo que a tilápia se tornou um verdadeiro queridinho do brasileiro. Para se ter ideia, a espécie representa cerca de 60% de todo o cultivo de peixes no país.
Na Semana Santa, por exemplo, o mercado projeta aumento de até 30% nas vendas, impulsionado pela tradição religiosa e pela preferência por carnes brancas no período.
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Entre os dias 29 de março e 3 de abril, a procura costuma disparar. De preparo simples, preço acessível e sabor suave, a tilápia lidera o ranking de consumo. Em 2025, inclusive, o brasileiro consumiu 8,2% a mais de peixe em comparação ao ano anterior.
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Apesar da popularidade, o setor vive um momento de atenção. No dia 3 de fevereiro, a Associação Brasileira da Piscicultura protocolou um pedido formal ao secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, solicitando a suspensão das importações de filé de tilápia do Vietnã.
A preocupação está relacionada ao risco de entrada do Tilapia Lake Virus (TiLV), um vírus altamente contagioso que afeta a espécie e já foi identificado em países da Ásia, incluindo o Vietnã. Segundo a entidade, a suspensão imediata das importações seria uma medida preventiva para proteger a produção nacional, evitar prejuízos econômicos e resguardar os consumidores.
Até o momento, não há registro do vírus no Brasil. Mesmo assim, estados como Santa Catarina já adotaram restrições e mantêm bloqueios à comercialização do produto importado como forma de precaução.
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A possível decisão pode impactar diretamente o mercado, especialmente em períodos de alta demanda, como a Semana Santa.