Cotidiano

Peixe gigante vira problema ambiental no Brasil e deve ser abatido fora de seu habitat natural

Medida do Ibama libera pesca sem restrições para conter impactos ambientais causados pela espécie

Isabella Fernandes

Publicado em 26/03/2026 às 09:42

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O Ibama passou a considerar o pirarucu uma espécie exótica invasora quando encontrado fora da Bacia Amazônica / Bernardo Oliveira / Instituto Mamirauá

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O Ibama passou a considerar o pirarucu uma espécie exótica invasora quando encontrado fora da Bacia Amazônica. Com isso, o órgão liberou a captura, pesca e abate do animal em diversas regiões do país onde ele não ocorre naturalmente.

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A regra vale para áreas do Nordeste, Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste, locais onde o peixe foi introduzido pelo ser humano ao longo dos anos.

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Pesca liberada e sem limites

De acordo com a nova norma, pescadores profissionais e artesanais podem capturar o pirarucu sem restrições de tamanho, quantidade ou período. Além disso, há uma determinação importante: o peixe não pode ser devolvido à água.

Ou seja, todo exemplar capturado deve ser abatido, como forma de controle populacional e para evitar impactos no equilíbrio ambiental.

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Venda com restrições e incentivo à doação

O Ibama também estabeleceu regras para a comercialização. O peixe capturado só poderá ser vendido dentro do estado onde foi pescado.

Por outro lado, a medida incentiva o uso da carne em programas sociais, como merenda escolar, hospitais e ações de combate à fome, além de permitir doações.

Estados e municípios também podem apoiar iniciativas de controle, incluindo a pesca esportiva, desde que sem a prática de “pesque e solte”.

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Por que o pirarucu virou problema?

Fora da Amazônia, o pirarucu pode causar desequilíbrios ambientais, competindo com espécies nativas e alterando o ecossistema local.

Por isso, o Ibama pretende reforçar ações de educação ambiental para evitar a introdução de espécies fora de seus habitats naturais.

A norma será reavaliada em até três anos para verificar se as medidas estão sendo eficazes.

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Setor critica decisão

A medida, no entanto, gerou reação da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), que vê contradições na política pública.

Segundo a entidade, o pirarucu é uma espécie estratégica para a piscicultura brasileira, com potencial de geração de renda e desenvolvimento regional.

A associação defende a revisão da regra e cobra uma atuação mais firme do Ministério da Pesca e Aquicultura.

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