O paleontólogo Jan Hennissen explicou que a peça é uma parte da haste do animal que se partiu e curvou de forma longitudinal, criando a ilusão perfeita de uma boca com dentes / Tony Jolliffe/BBC / BBC News Brasil
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O que era para ser apenas uma caminhada relaxante após o Natal de 2025 terminou em um encontro impressionante com a pré-história. Christine Clark, de 64 anos, caminhava pela Holy Island of Lindisfarne, na Inglaterra, quando avistou algo inusitado entre os seixos: uma pedra que parecia estar 'sorrindo' para ela.
'Parecia uma dentadura postiça', brincou Christine ao descrever o achado. Curiosa, ela levou a peça para casa e mal sabia que tinha em mãos um fragmento de vida marinha que habitou a Terra muito antes dos dinossauros.
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A imagem do objeto viralizou nas redes sociais e chamou a atenção do British Geological Survey (BGS). A análise oficial confirmou: a 'dentadura' é, na verdade, um fóssil de crinoide com aproximadamente 350 milhões de anos.
O que é: Os crinoides são animais marinhos conhecidos como 'lírios-do-mar', parentes das estrelas e ouriços-do-mar.
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O formato curioso: O paleontólogo Jan Hennissen explicou que a peça é uma parte da haste do animal que se partiu e curvou de forma longitudinal, criando a ilusão perfeita de uma boca com dentes.
Na região de Northumberland, esses fósseis são famosos e cercados de misticismo. Conhecidos localmente como 'contas de Cuddy' ou 'contas de São Cuthbert', os discos individuais dessas hastes eram usados para fazer colares na Idade Média.
Diz a lenda que o próprio São Cuthbert, um monge do século 7, criava os fósseis durante a noite em um processo espiritual. O achado de Christine, no entanto, é raro por apresentar vários discos conectados, preservando a estrutura da coluna do animal.
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A descoberta despertou o interesse de colecionadores, e Christine chegou a receber ofertas de compra pelo fóssil 'sorridente'. No entanto, ela decidiu manter a relíquia pré-histórica. 'Ele diverte muita gente', afirmou.
O caso serve como um lembrete de que tesouros geológicos podem estar escondidos sob nossos pés, aguardando apenas um olhar atento — e um pouco de humor — para serem revelados ao mundo.