Pedidos de prestação de contas ao Executivo são adiados na Câmara de Guarujá

Ao todo foram pautados 30 proposituras

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24 FEV 201319h19

Em seu primeiro dia como opositor ao Governo Farid, o presidente da Câmara de Guarujá, Carlos Eduardo Pirani (PRP), apresentou requerimentos em regime de urgência solicitando prestação de contas ao Executivo. Porém, os três requerimentos pedindo informações sobre adiantamentos no primeiro e segundo escalão e gastos na máquina administrativa foram adiados por uma sessão, assim como todas as demais proposituras elencadas na ordem do dia de ontem. Ao todo foram pautados 30 proposituras. Dessas, apenas a criação de uma comissão para acompanhar o processo de regularização fundiária de áreas da União foi acolhida em plenário.

Pirani requer o número de certidões negativas de débito do ISSQN que foram emitidas e os pagamentos referentes ao mesmo tributo nos últimos 33 meses. Em outro requerimento, o presidente da Casa de Leis pede informações sobre o total de adiantamentos, os valores destinados discriminados por nomes que foram realizados pelo prefeito, secretários municipais e diretores municipais, desde o início da atual gestão.

Outro pedido de Pirani diz respeito aos valores gastos com a criação da logomarca da Prefeitura. Ele questiona ainda no requerimento de a criação da logomarca foi aprovada pela Secretaria de Assuntos Jurídicos através de parecer, pois alega que a mesma fere a Lei Orgânica do Município. O líder de Governo, Ituo Sato, afirmou que pediu os adiamentos que foram aprovados pela bancada de situação porque “é regimental”.

APAE

Ainda na sessão de ontem houve manifestação das mães cujos filhos são assistidos pela APAE/Guarujá, localizada em Vicente de Carvalho. As famílias dos alunos foram relatar as irregularidades que ocorrem na unidade. “Trocaram os professores e não alimentam mais nossos filhos na escola. Meu filho voltou pra casa sujo porque fez xixi nas calças”, declarou Maria Celeste da Silva, uma das mães.

De acordo com o vereador Luiz Carlos Romazzini, que apresentou moção de apoio às famílias em repúdio à direção da entidade, o Ministério Público abriu inquérito para investigar as irregulares na unidade. “Já foram vendidos bens da APAE como um imóvel e dois automóveis e não houve prestação de contas desse dinheiro”, afirmou o vereador que é autor da representação pedindo ao MP a investigação.