Se o fim de ano é sinônimo de desacelerar para alguns, para o empresário a situação é exatamente outra: as vendas não podem parar. E a competitividade exige planejamento, principalmente pra quem vai importar produtos. Pequenos, médios e grandes empresários que importam da China, por exemplo, precisam se atentar sobre as datas comemorativas como o Ano Novo Chinês que acontece entre os dias 22 de janeiro e 9 de fevereiro de 2023. É uma época onde todas as fábricas encerram os trabalhos para as comemorações, afetando as atividades do porto e de todas as operações logísticas no país por cerca de um mês.
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Lúcio Lage Rodrigues, diretor comercial da Process Log & Comex, uma das maiores empresas de logística internacional com expertise em negócios com a China, afirma que a previsão para este final de ano é que os pedidos aumentem em cerca de 30%.
“O período de produção de uma carga na China dura em média uns 30 dias. Como estamos caminhando para o fim de ano, quem quer embarcar suas cargas antes do feriado na China precisa se apressar e fazer seus pedidos imediatamente. Se a produção não terminar antes do início do feriado, será retomada praticamente um mês depois do início dessa pausa. Caso a fábrica termine de produzir muito próximo do Ano Novo Chinês, existe o risco de a carga não ser embarcada por conta de uma alta demanda e congestionamento nos portos lá na origem. Como resultado disso, o importador pode ficar sem estoque por um período aqui no Brasil e isso afetar negativamente suas vendas”.
FRETES.
A tendência, conforme o prazo aperta, é de alta nos valores dos fretes internacionais. “É matemático, a demanda de Ano Novo aumenta e os fretes também”, afirma o especialista.
O empresário que se adianta nos pedidos, também adianta a produção chinesa e consequentemente consegue embarcar seus produtos com um preço melhor. Lúcio Lage Rodrigues ainda diz que, depois das celebrações, as atividades em todo país aumentam e o volume de embarques também, ou seja, nova alta de preços de fretes e congestionamento de filas para embarcar.
“Quem ficou com a carga parada sem poder embarcar fica bastante prejudicado, a mercadoria não chega e comprar os mesmos itens no Brasil para revender pode sair bem mais caro”.
