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Para a Prefeitura são considerados como materiais “inservíveis” – que não estão mais em condições de uso e/ou não compensam (economicamente) irem para a manutenção. Para a maioria da população, o montante de material depositado na antiga Cozinha da Comunidade é considerado lixo.
Na última semana, fotos recentes do abandono da antiga Cozinha da Comunidade, em Cubatão, foram postadas nas redes sociais e revoltou moradores da Cidade. A revolta não foi por conta do abandono, que já não era mais desconhecido, mas sim pela quantidade de lixo depositado no local. E pior, lixo da própria Administração Municipal: carteiras, cadeiras móveis hospitalares, enfeites de Natal confeccionados com garrafas pet, monitores de computados, entre outros.
Boa parte do lixo é patrimônio da Cidade. Mas, segundo a Prefeitura, por conta disto, o descarte é mais difícil. “Este tipo de material, que possui cadastro patrimonial, deve seguir trâmite burocrático para ser descartado e dar baixa do cadastro de bens do município. Ou seja, esses materiais não podem ser simplesmente jogados no lixo”, explica.
Mas, em uma cidade que enfrenta uma epidemia de dengue (mais de 1.700 casos confirmados), o lixo também não deveria estar ao ar livre, para evitar o acúmulo de água parada. “A Vigilância Epimediológica do Município já enviou equipes de dengue ao local para combates e eliminação de criadouros, o que deverá ocorrer também nesta semana. Além disso, a área passará por um trabalho de limpeza e reorganização”, garante a Administração.
A Prefeitura de Cubatão também explica, através da Secretaria Municipal de Gestão, que vem realizando um levantamento para selecionar quais os materiais inservíveis depositados nas antigas instalações da Cozinha da Comunidade podem ser doados ou leiloados, conforme determina a legislação.

A Cozinha
A antiga cozinha municipal está em completo estado de abandono. Lixo, vidros e janelas quebradas, fogões velhos, teto caindo e muita sujeira. Atualmente, o local deveria abrigar um Restaurante Popular, projeto apresentado em 2011.
Segundo a Prefeitura, a vencedora da licitação, além de administrar o equipamento, seria responsável pela reforma do prédio, aparelhamento e admissão de pessoal responsável.
“No entanto, houve uma representação por parte de uma empresa contra dois itens do edital: prazo das visitas e comprovação de capacidade técnica. Diante disso, e por sugestão do Tribunal de Contas, o Departamento de Suprimentos, responsável pelos procedimentos de compra na Prefeitura, optou pela suspensão da licitação. Tal mudança e a chegada do ano eleitoral, que impõe restrições a implantação de projetos sociais, adiaram a concretização da proposta”, explica a Administração.
Hoje, a cozinha da Cidade funciona em outro endereço (Rua Fernando Costa, 131), já a implantação do Restaurante Popular e a limpeza da antiga cozinha não devem funcionar tão cedo.
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