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Cotidiano

Patrimônio cultural desde 2003, caipirinha completa 100 anos

Fato é que, já em 1920, a caipirinha seduziu até Pablo Picasso, iniciado nos sabores e aromas brasileiros pela pintora modernista Tarsila do Amaral.

Há quem defenda que o DNA da alquimia feita com a legítima cachaça de alambique, limão, açúcar e gelo está intimamente ligado à cidade de Piracicaba, tradicional produtora de cana. / Fotos Públicas/Divulgação

Patrimônio cultural protegido internacionalmente desde 2003 e uma das maiores referências em termos de brasilidade, a caipirinha completa 100 anos em 2018. Santos até pleiteia a paternidade do coquetel, que poderia ter surgido nas praias para amenizar o calor de algum verão abrasador.

Mas, há quem defenda que o DNA da alquimia feita com a legítima cachaça de alambique, limão, açúcar e gelo está intimamente ligado à cidade de Piracicaba, tradicional produtora de cana.

Esse é o caso da Confraria Paulista da Cachaça, que considera a cidade interiorana o verdadeiro berço da caipirinha. Segundo a entidade, o coquetel Made in Brazil pode ter surgido como consequência da gripe espanhola, que ceifava vidas no início do século 20. Misturada ao mel e ao alho, a cachaça surgia então como coadjuvante no tratamento da enfermidade. Daí a substituir o alho pelo limão e o mel pelo açúcar foi um golinho...

Mas, a própria Confraria admite que o drinque pode ter se popularizado a partir de fazendeiros donos de moinhos de cana, que serviriam a caipirinha aos seus convidados, como uma afirmação da cultura canavieira ...

A caipirinha, então, assumiu o status de substituta local e de boa qualidade para o uísque e o vinho importados, sendo servida frequentemente em coquetéis da alta classe de fazendeiros, em leilões de gado e eventos sociais.

Fato é que, já em 1920, a caipirinha seduziu até Pablo Picasso, iniciado nos sabores e aromas brasileiros pela pintora modernista Tarsila do Amaral. Natural de Capivari, no Interior Paulista, a artista plástica vivia em Paris e recebia doses generosas de cachaça, limão e açúcar direto do Brasil.

A economia brasileira...

A carne bovina não para de se desvalorizar no mercado atacadista. Só em janeiro, o valor a caiu 4%, perdendo toda gordura nos preços que acumulara em dezembro com a alta no consumo para as festas de final de ano.

...sem maquiagem!

Segundo a Scot, consultoria especializada na pecuária, o preço médio dos cortes de dianteiro, R$10,41/kg, é o menor desde abril de 2015. “Estes são sinais claros de que o consumo interno emperrou. Tem sido preciso reduzir as cotações para tentar girar o estoque”, resume a Scot.

Os ‘brimos’ de Temer...

Não por acaso, afinal Michel Temer é filho de libaneses, as exportações do Líbano ao Brasil cresceram 854% em 2017, na comparação com 2016. O

pequeno país montanhoso do Oriente Médio vendeu ao Brasil US$ 19,5 milhões em 2017, segundo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

...o azeite, o vinho e o mel

Para ampliar ainda mais a presença dos ‘brimos’ ‘turcos’ no mercado brasileiro, representantes do Ministério da Agricultura libanês apresentam amanhã, em SP, vinhos, azeites e mel, a importadores brasileiros.

Ipê-roxo, copaíba...

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) acaba de doar 160 mudas e cinco quilos de sementes de espécies nativas do Cerrado ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Goyaz.

...jacarandá e aroeira...

O objetivo é colaborar com a recomposição florestal do Parque, uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil. Em outubro, a Chapada dos Veadeiros foi devastada por incêndio que destruiu 26% de sua área, numa extensão equivalente à metade do município do Rio de Janeiro.

...na recomposição florestal... Foram doadas mudas de copaíba (Copaifera langsdorffii), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), jacarandá-caroba (Jacaranda cuspidifolia), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) e aroeira (Myracrodruon urundeuva).

...da Chapada dos Veadeiros As mudas foram plantadas em tubetes ecológicos, feitos do fruto do jequitibá (Cariniana estrellensis), o que permite o plantio direto, sem danos ao ambiente por não utilizar plástico.

Filosofia do campo:

“Não serei o poeta de um mundo caduco/Também não cantarei o mundo futuro/Estou preso à vida e olho meus companheiros.../Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças/O presente é tão grande, não nos afastemos, vamos de mãos dadas”, Carlos Drummond de Andrade (1902/1987), escritor mineiro.

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