Passageiros são vítimas de arrastão dentro de trem da SuperVia

Dois suspeitos acabaram detidos por policiais militares ao desembarcarem, na Estação Maracanã, também na zona norte

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31 MAR 201515h36

Após dois arrastões em trens do Metrô em menos de duas semanas, roubos voltaram a ocorrer no transporte público do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira, 30, desta vez no sistema de trens da Supervia.

Por volta de 21h, passageiros que estavam em uma composição do Ramal Santa Cruz, na zona oeste, que seguia para a Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, foram abordados e assaltados entre as Estações Engenho de Dentro e São Francisco Xavier, ambas na zona norte. Dois suspeitos acabaram detidos por policiais militares ao desembarcarem, na Estação Maracanã, também na zona norte.

De acordo com a Polícia Militar, Rafael Patrick Ribeiro, de 19 anos, e um adolescente de 16 anos ainda tentaram fugir em um ônibus ao saírem da estação. Os PMs, que foram informados dos assalto por volta de 21h30 pelos próprios funcionários da SuperVia, abordaram o veículo e prenderam os suspeitos. A ocorrência foi registrada na 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão).

O menor foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), no centro. Com eles, foram apreendidos uma arma de calibre 38, dez celulares, R$ 483 em espécie e um tablet.

Os dois assaltantes teriam embarcado na Estação Madureira, na zona norte, e anunciaram o assalto na Estação Engenho de Dentro. Violentos, eles teriam obrigado os passageiros a deitarem no chão e expor os objetos de valor que levavam. Em vários momentos ameaçaram as vítimas. Os passageiros relataram que pelo menos um deles estava armado. Pelo menos sete pessoas prestaram queixa na 17ª DP.

Em nota, a SuperVia afirmou que às 21h18 desta segunda-feira, "agentes da SuperVia da Estação Maracanã tentaram deter dois homens que foram acusados de praticar assaltos dentro de uma composição".

Ainda segundo a concessionária que administra os trens, "a segurança pública no sistema ferroviário fluminense é atividade típica e exclusiva do Estado, que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Polícia Ferroviária (GPFer)". Segundo o texto, "esta é uma das determinações do contrato de concessão".