Passageiros do VLT relatam problemas no transporte mesmo com linhas em operação total

Os passageiros do VLT relatam problemas frequentes nas estações e vagões do transporte público durante o uso diário

A imagem exibe o VLT prefixo A-003 trafegando pela linha L2 com destino ao Valongo, inserido no fluxo urbano ao lado de carros e de uma motocicleta. A composição visual adota um enquadramento ao nível dos olhos que destaca a identidade visual da Artesp na dianteira branca e laranja do veículo, enquanto placas de sinalização viária e fachadas comerciais ao fundo contextualizam a operação do transporte público na avenida.

Mesmo com o funcionamento pleno das linhas desde meados de maio os passageiros convivem com a falta de infraestrutura (Renan Lousada/DL)

Mesmo que as duas linhas do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) continuem operando de forma total desde o dia 11 de maio, os passageiros ainda enfrentam diversos problemas em relação aos vagões e estações, que vão desde ar-condicionado desligado até falta de informações sobre atrasos.

Segundo o veterinário Rogério Santos de Paula, que usa o serviço seis vezes por semana, os problemas são cada vez mais constantes. “Alguns problemas são bem frequentes, como por exemplo a superlotação dos vagões nos dias quentes. Com o vagão lotado, o ar-condicionado não consegue manter uma temperatura aceitável”.

Quem também enfrenta problemas ao pegar o VLT é a instrumentadora cirúrgica Adriana Rosa Pereira da Silva, que usa o serviço para trabalhar de segunda a sexta-feira e também para passear nos finais de semana.

Além de enfrentar o calor nos vagões por conta dos problemas do ar-condicionado, ela relata outra questão. “Quando está chovendo com vento, a gente toma banho e entra no vagão já molhado”, comentou Adriana, que ainda relata que há a necessidade de ampliação da frota. “Têm que ser colocados mais vagões, em maior quantidade, pois está muito limitado”.

Ainda sobre a questão dos horários, Rogério cita que, em situações de atraso nas operações, as informações não são divulgadas devidamente para os passageiros. “Ficamos sem saber do que se trata o atraso e se há alguma previsão de normalização”, explica.

Sobre as novas operações

Inaugurado em dezembro de 2025, o segundo trecho do VLT conecta a Avenida Conselheiro Nébias ao Valongo. O percurso possui cerca de 8 quilômetros de extensão e conta com 12 paradas. Notadamente, o trajeto atende áreas estratégicas como:

  • Centro Histórico
  • Universidades
  • Espaços comerciais
  • Pontos turísticos
  • Rodoviária

Veja mais detalhes na galeria abaixo:

Banheiros nas estações

Além dos problemas mencionados pelos usuários, nenhuma das 27 estações possuem banheiros para os passageiros utilizarem. Esse tópico, chegou a ser levantado pelo vereador de Santos, Sérgio Santana (PL), para que isso fosse implementado.

Veja mais opiniões da população no vídeo abaixo:

Tarifas gratuitas

As tarifas para os novos trechos permanecerão gratuitas nas estações da segunda fase até a instalação das portas automáticas. A previsão é que as equipes concluam a montagem dos equipamentos até o segundo semestre deste ano.

Dessa forma, as 12 novas estações que percorrem os bairros da Vila Mathias e o Centro Histórico de Santos não terão cobrança imediata. Entretanto, o trecho da primeira fase, entre as estações Barreiros e Porto, mantém a tarifa normal de R$ 5,60.

A reportagem questionou a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pelo VLT, e aguarda um posicionamento da empresa.