Parentes lotam ginásio de Santa Maria em busca de informações

Emocionados, parentes comparecem ao Centro Esportivo Municipal de Santa Maria em busca de informações sobre as vítimas do incêndio na Boate Kiss.

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27 JAN 201318h14

Perplexidade e intensa comoção permeiam as famílias que comparecem ao Centro Desportivo Municipal de Santa Maria (RS) em busca de informações sobre as vítimas do incêndio na Boate Kiss, com 232 mortes confirmadas. O incêndio começou durante a madrugada de hoje (27) durante uma festa universitária.

Dentro de um dos ginásios, os nomes das vítimas identificadas e dos feridos internados em hospitais vão sendo ditados por meio de um sistema de som. Assim que os corpos são reconhecidos, os parentes são conduzidos pelos policiais individualmente para o reconhecimento dos corpos. Cerca de 40 pessoas já foram chamadas e milhares ainda aguardam a convocação.

Como a cidade não tem capelas suficientes para fazer velórios individuais, provavelmente haverá um velório coletivo. Carteiras escolares vão ser usadas para colocar os caixões. Os corpos de vítimas de outras cidades  deverão ser levados conforme demanda das respectivas famílias. 

Durante a tarde, a presidenta Dilma Rousseff esteve no Centro Esportivo Municipal de Santa Maria para prestar sua solidariedade às famílias que perderam seus parentes no incêndio. (Foto: Agência Brasil)

Diversos estudantes de universidades de Santa Maria e de outras cidades trabalham voluntariamente para ajudar os parentes das vítimas, entre eles, alguns que cursam psicologia. Localizada na região central do Rio Grande do Sul, a cidade é considerada de porte médio e a quinta mais populosa do estado. Aviões das Forças Armadas estão sendo providenciados para ajudar a levar os feridos mais graves para Porto Alegre, capital do estado que fica a cerca de 300 quilômetros de distância.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, foi a Santa Maria e já saiu do centro desportivo após cumprimentar algumas pessoas. Ela interrompeu agenda no Chile para prestar solidariedade aos parentes dos mortos. Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; da Educação, Aloizio Mercadante; e da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, permanecem no local para dar assistência às famílias.