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Cotidiano

Paraciclista de Santos é esperança de pódio no Rio

Atleta do município há seis anos, Lauro Chaman participará de quatro provas na Paralimpíada do Rio, que tem início no próximo dia 7. Ele vem de grandes resultados na modalidade

O paraciclista Lauro Chaman, que é atleta da Memorial-Santos, e tem parceria com a Universidade Santa Cecília, é uma das grandes esperanças de pódio para a região / Divulgação

O Diário do Litoral traz na edição de hoje um dos grandes representantes da Baixada Santista para a disputa dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016, que têm início no próximo dia 7. O paraciclista Lauro Chaman, que é atleta da Memorial-Santos, e tem parceria com a Universidade Santa Cecília, é uma das grandes esperanças de pódio para a região.

O início no esporte se deu como uma forma de fisioterapia aos problemas físicos enfrentados desde pequeno. Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás e passou por três cirurgias para corrigir o problema. Os procedimentos o fizeram perder a movimentação do tornozelo, que só passou a apresentar melhora com o ciclismo.

Nascido em Araraquara, no interior de São Paulo, o atleta, de 29 anos, compete pela cidade de Santos desde 2010 e, desde então, acumula grandes resultados na bicicleta convencional, na Classe 5. Em 2015, nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, em 2015, levou a medalha de ouro para o Brasil, sendo um dos grandes nomes brasileiros na modalidade.

Em julho deste ano, Lauro venceu duas provas em etapa do Mundial de Paraciclismo, disputado na Bélgica. Os resultados o colocaram na vice-liderança da competição e o credenciam como um dos favoritos na Paralimpíada, a sua primeira na carreira.

Ele brigará por quatro medalhas. Duas provas serão disputadas no velódromo (1km – contrarrelógio, que ocorrerá no dia 9; 4km – perseguição, que será no dia 10), além de estrada (30km- contrarrelógio, que acontecerá no dia 15 e 100km – resistência, que será no dia 17).

Conheça um pouco mais sobre a história do paratleta:

Diário do Litoral - Como iniciou a sua trajetória no esporte?
Lauro Chaman - Comecei no ciclismo como um meio de transporte. A escola em Araraquara, onde nasci, era distante da minha casa, então sempre pedalava. Peguei gosto pela bicicleta e, desde então, não parei mais. Usava o esporte para um fortalecimento do meu pé torto, que tenho desde nascença.

DL - Quando começou a competir?
Chaman - Comecei a competir nas provas de Mountain Bike contra atletas que não possuem deficiência. Vi que era capaz. Depois, com o tempo, comecei a participar de provas de corrida e estrada com atletas que também possuem alguma deficiência.

DL - Ainda sente muitas dores nas provas?
Chaman - Fiz três cirurgias de reparo, sofri muito com essa deficiência, mas hoje, através de esporte, consegui crescer como atleta e pessoa. Participo de longas provas, sofro com muitas dores, mas já venci muitos problemas maiores na vida. Vira e mexe saio com o pé inchado, roxo, com dores, mas nada que possa atrapalhar o meu sonho de chegar ao pódio no Rio de Janeiro.

DL - Quando começou a conquistar grandes resultados?
Chaman - Há pouco tempo venci a etapa do Mundial de Ciclismo Paralímpico, na Bélgica. Foi a minha primeira disputa em etapas mundiais e consegui me sair bem. Senti um pouco de dor, mas foi um grande resultado para o Brasil.

DL - Tem alguma outra conquista?
Chaman - Também fui campeão no Parapan-Americano, no Canadá, onde conquistei a medalha de ouro. Ficou marcado para sempre na minha memória.

DL - Agora tem pela frente uma Paraolimpíada em casa...
Chaman - Será a minha primeira paraolimpíada na carreira. É uma emoção enorme participar dos jogos na nossa casa. Espero fazer grandes provas para trazer essa medalha inédita para o Brasil no ciclismo paraolímpico.

DL - Você se considera um dos favoritos?
Chaman - Eu acho difícil falar ou garantir alguma medalha, mas acredito que tenho um pouco mais de chance nas provas de estrada (30km e 100km). Tive bons resultados recentes nestas provas.

DL - E em relação ao time brasileiro no cicilismo. Destaca alguém?
Chaman - Acredito que a equipe está muito bem servida e pode surpreender muito. Posso destacar o Soelito Gohr, que treina comigo no Memorial, além da Marcinha, na Tandem (para deficientes visuais).

DL - O que pode dizer aos santistas que estarão na torcida por você?
Chaman - Quero muito agradecer a cidade de Santos, que é uma das grandes incentivadoras do esporte olímpico e paraolímpico. Posso dizer que vamos dar mais do que o nosso limite para conquistar um grande resultado para o povo brasileiro.

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