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Cotidiano

Pane de radares ainda afeta aeroportos de São Paulo

A instabilidade na visualização de radares nos aeroportos de São Paulo, que causou 107 cancelamentos de voos na sexta-feira (20), ainda provoca contratempos nos terminais.

Folhapress

Publicado em 21/07/2018 às 16:05

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Aeroporto de Congonhas, SP. / Fotos Públicas

A instabilidade na visualização de radares nos aeroportos de São Paulo, que causou 107 cancelamentos de voos na sexta-feira (20), ainda provoca contratempos nos terminais. 

No aeroporto de Guarulhos, foram registrados 54 atrasos e oito cancelamentos na manhã deste sábado (21). Segundo a assessoria do aeroporto, apesar da normalização na situação dos radares, o número é acima da média para o período e ocorre como um reflexo da falha ocorrida na sexta.

O aeroporto de Congonhas também chegou a registrar atrasos (14) nesta manhã, mas nenhuma decolagem foi cancelada. Já em Viracopos, em Campinas, a situação foi regularizada e não houve atraso ou cancelamento.

FALHAS

As instabilidades aconteceram às 23h30 de quinta-feira (19), às 4h30 e às 10h30 de sexta (20) e atingiram toda a APP-SP, que é a Área de Controle Terminal de São Paulo, ou seja, o principal ponto de conexões de voos do país. 

O problema foi provocado por questões ligadas à energia elétrica, segundo a Aeronáutica, que controla os sistemas de radares aéreos usados nos aeroportos. O abastecimento de energia elétrica foi normalizado às 12h.

O caso tem sido visto com preocupação pelas empresas aéreas, que estão calculando os prejuízos desta sexta. Durante a greve dos caminhoneiros, a Azul anunciou perdas em torno de R$ 50 milhões. Na Latam o registro foi de US$ 13 milhões (R$ 49 milhões) pelos dias de estradas paradas. Além dos prejuízos à malha aérea, as empresas têm custos com os passageiros em solo, como hospedagem e remarcação de viagens.

Internamente, as empresas avaliam o caso como alarmante porque se trata de uma infraestrutura básica e envolve a segurança dos voos. Executivos das linhas aéreas listaram outros problemas semelhantes que aconteceram recentemente e consideraram insuficiente a resposta da Aeronáutica, que tratou a questão como um caso pontual.

Há menos de um mês, a Abear (associação das empresas do setor) divulgou nota comentando sobre outro problema elétrico na alimentação do sistema de radares do controle de tráfego aéreo de São Paulo -que, em junho, foi responsável por atrasar e cancelar dezenas de voos nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas (Viracopos).

Segundo a Abear, os radares servem para fornecer informações de localização, altitude, velocidade, direção de deslocamento e meteorologia, ou seja, "informam precisamente ao piloto e ao controle de tráfego a posição de uma aeronave no espaço aéreo".

Em maio, houve um outro caso que ficou mal explicado na percepção de membros de companhias aéreas. Ele voltou a ser comentado pelas empresas nesta sexta-feira.

Na ocasião, o chamado ILS (Instrument Landing System), o sistema de aproximação para pouso de precisão, do aeroporto de Guarulhos, apresentou falhas e precisou passar por avaliação.

Pilotos e engenheiros chegaram a cogitar, naquele momento, que poderia haver interferência magnética com sistemas dos trens da linha 13-jade da CPTM, entregue pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ligar a capital paulista ao aeroporto de Cumbica. Na época, CPTM, Aeronáutica e concessionária do aeroporto negaram a versão. O problema foi atribuído a um nevoeiro.

Procuradas para comentar a pane desta sexta, as assessorias de imprensa das companhias evitaram entrar em detalhes. Informaram apenas os números de voos perdidos e as orientações para que seus passageiros que tenham viagens marcadas de ou para São Paulo verifiquem a situação de seus voos antes de se dirigirem aos aeroportos.

Em nota, a Aeronáutica afirmou que o CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea) adotou nesta sexta as medidas necessárias para regularizar o fluxo aéreo e que em nenhum momento a segurança foi comprometida.

As instabilidades, diz, "decorreram da transição do fornecimento de energia elétrica do abastecimento comercial para o do gerador próprio".

Uma das medidas adotadas foi a ampliação do horário das operações dos aeroportos Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP) nesta sexta.

Segundo a Aeronáutica, não há relação entre o fato desta sexta, envolvendo o fornecimento de energia elétrica, com a instabilidade de 16 de junho, quando uma das placas de telecomunicações precisou ser substituída.

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