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Pandemia da Covid-19 desacelera na Baixada Santista

Crescimento da doença na Região foi menor nos últimos sete dias do que na semana anterior

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09 JUL 2020Por Estadão Conteúdo19h35
Depois da Grande São Paulo, a Baixada Santista foi a primeira a registrar grande volume de casosFoto: Nair Bueno/DL

O avanço do novo coronavírus já começa a desacelerar na Baixada Santista. O crescimento da doença foi menor nos últimos sete dias do que na semana anterior, caindo de 57% para 37% de uma semana para a outra. Nesta quinta-feira (9), o total nos nove municípios era de 28.583. A mortalidade, no mesmo período, teve o crescimento desacelerado de 47% para 22%. Já são 1.090 óbitos. Depois da Grande São Paulo, a região foi a primeira a registrar grande volume de casos. No total, o Estado registrou nesta quinta-feira (9) 349.715 casos e 17.118 óbitos pelo novo vírus.

Para o infectologista Marcos Caseiro, que atua em comitês da covid-19 na região, os dados mostram uma estabilidade da pandemia na Baixada Santista. A queda no ritmo da doença, segundo ele, é maior em Santos e cidades próximas, como São Vicente, Praia Grande e Cubatão. Centros urbanos mais distantes, como Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, ainda estão na fase de crescimento no número de casos. "A doença está se interiorizando e ainda deve crescer nos municípios mais distantes", disse.

De acordo com pesquisador Guimarães, a modelagem espacial feita sob sua coordenação por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no início de abril já projetava o avanço do vírus do epicentro, na capital, para as principais cidades do interior. O novo coronavírus se aproveitou da mobilidade da população para se espalhar. "O isolamento social, que poderia reduzir ou retardar a transmissão, não aconteceu da forma como deveria ser. Das cidades maiores, o vírus se espalha para as menores, inclusive os municípios tipicamente rurais, no interior mais profundo", disse.