O Estado de São Paulo não tem mais nenhuma região classificada na Zona Vermelha, estágio que impõe maior rigor nas medidas de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. Esta é a primeira vez que as 17 regiões atingem tal marca em 80 dias, quando o Plano SP foi criado. A Baixada Santista foi mantida na Zona Amarela, enquanto Vale do Ribeira e Franca entram na Zona Laranja em nova atualização das autoridades sanitárias do Governo Doria.
A 11ª atualização das fases do Plano São Paulo registrou uma marca história. Com os dados até desta segunda quinzena de agosto, 88% dos moradores de todo o Estado já se encontram em regiões que se encontram na Fase Amarela, que impõe medidas restritivas médias durante a pandemia do novo coronavírus.
Apesar de ter mantido a Baixada Santista na Zona Amarela, o Governo do Estado de São Paulo também não concedeu evolução à Região Norte da Capital, que já possui todos seus índices em área de Zona Verde. As autoridades que participaram da entrevista coletiva desta sexta-feira (21) falaram em clima otimista e celebraram as estatísticas, as quais, segundo alguns deles, já demonstra sinais do ‘fim do platô’ de óbitos e internações em todos os 645 municípios de São Paulo.
“Sair do platô são índices epidemiológicos que são avaliados tanto em número de casos, quanto número de óbitos e comprometimento de unidades de terapia intensiva, de leitos de UTI. Esses dados são avaliados em conjunto e não de forma isolada e baseado nisso nós conseguimos de forma indireta avaliar a circulação do vírus numa certa região. Se nós temos uma diminuição de número de casos claramente também teremos número de óbitos de UTIs também em descréscimo”, afirma Jean Gorinchteyn, secretário de saúde de São Paulo.
Apesar disso, o infectologista do Instituto Emilio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein afirma que ainda não é a hora de relaxar e apenas seguindo com os cuidados impostos pelas autoridades sanitárias de todo o Estado é que as regiões das fases laranja e amarela poderão seguir progredindo e avançando dentro do Plano SP.
“Mas nós temos que entender que o fato disso estar acontecendo no nosso meio mostra que estamos conseguindo identificar de uma forma muito mais precoce os casos, proceder o isolamento, identificar aqueles vulneráveis para formas mais graves impedindo a evolução da doença. Isso não quer dizer que já vencemos o covid no nosso meio, nós conseguimos controlar, para isso nós precisamos realmente da vacina disponível, imunizar nossa população para retormarmos o antigo normal”, afirma.
VACINA.
Já os estudos sobre as doses da vacina, de acordo com o governo Doria, seguem com seu cronograma em dia e o prazo não mudou. Todos os brasileiros deverão ser imunizados gratuitamente pelo SUS.
“Todos os trâmites da fase 3 da coronavac no nosso meio, nos doze centros, vêm acontecendo. Vários são os centros que já estão implementando a segunda dose, então todos os prazos que estão senmdo considerados, estão sendo respeitados. Não houve nenhuma alteração nos prazos ou no fornecimento da vacina. O término desse estudo se dará na segunda quinzena de novembro. Nós teremos a disponibilização de 45 milhões de doses já em dezembro para que seja possível a imunização de brasileiros. Apesar de ser um acordo entre o Governo de São Paulo e a empresa chinesa Sinovac na produção dessa vacina, ela tem como objetivo os brasileiros e seguirá sua distribuição através do Sistema Único de Saúde (SUS) nos mesmos moldes que se faz as campanhas de vacinação para gripe com grupos prioritários”, conclui Gorinchteyn.
