Sala de espera lotada. Ventiladores quebrados. Falta de medicamentos. Aparelho de eletroencefalograma sem funcionar. Assim a reportagem do Diário do Litoral encontrou a Policlínica de Cubatão na última semana. A maioria dos munícipes que estavam no local só tinham reclamações a fazer.
“É muito calor. Lá dentro (nas salas de atendimento) está fresquinho. Ter que ficar esperando aqui a tarde toda deste jeito é horrível”, reclama o pedreiro Gilberto Belarmino Gomes de Moura, morador da Vila Natal. Os motores dos ares-condicionados, que ficam na sala de espera, aumentam ainda mais a temperatura do local.
O dia da visita do DL era reservado ao atendimento do médico ortopedista. Alguns pacientes declararam estar esperando pela consulta há nove meses. “Estou com um problema na coluna e estou na lista de espera para ser atendida desde outubro do ano passado”, conta a dona de casa Ivone da Silva Pereira, do bairro Vila Esperança.
Esta também é uma reclamação da Teresa da Penha Andrade, do bairro Fabril. “Tive um problema na mão e precisava operá-la. Estava na lista de espera para o ortopedista, mas só consegui porque paguei o plano particular, inclusive para a operação. Depois que estava sarada, eles me chamaram. Já se passaram nove meses. Agora estou aqui porque consegui um encaixe. Caí e tive um problema sério na coluna, não poderia ficar na lista de espera de novo como eles queriam”.
Esta era uma reclamação generalizada na unidade. Muitos pacientes estavam esperando há cinco, seis ou oito meses pelo atendimento de um ortopedista. “É difícil esperar tanto tempo e ter que conviver com a dor. O tipo de remédio que eu tomo, não posso comprar sem receita. Portanto, preciso passar pelo médico. São seis meses sentindo dor”, lamenta a paciente Maria Gomes de Arruda.
Sobre os ventiladores, a Prefeitura garantiu que eles foram consertados e reinstalados na última sexta-feira, dia 18. Já sobre o atraso nas consultas com o médico ortopedista, a Administração Municipal desmentiu os pacientes. “Não procede a informação de nove meses de espera por uma consulta com médico ortopedista. Atualmente, a Policlínica da cidade conta com três médicos dessa especialidade. Casos graves têm preferência no atendimento e, quando necessário, são imediatamente encaminhados para o Hospital Municipal”.
Os medicamentos também estão em falta na unidade há meses: Ritalina (remédio para concentração), Finasterida (remédio para problemas na próstata) e Codeína (remédio para dor).
Sobre esta reclamação, a Prefeitura garante que o Finasterida (5mg) já está em depósito e a partir desta segunda-feira estará disponível para retirada no Dispensário. Já os medicamentos Codeína e Ritalina estarão em breve à disposição dos munícipes. “O processo para compra desses dois medicamentos está em processo final, dependendo de trâmites burocráticos”, justifica.
A Reportagem também identificou problema no aparelho de eletroencefalograma, que há meses não funciona por conta de um defeito no computador. No entanto, a Prefeitura afirma que o aparelho quebrou mas já foi consertado e está em uso, realizando exames normalmente.
Outro problema identificado e denunciado por quem frequenta a unidade é a falta de estrutura na sala onde fica o arquivo de prontuários – os documentos precisam ser cobertos em dias de chuva por conta das goteiras que se formam na sala. “Foram identificadas algumas goteiras no arquivo por conta de acúmulo de folhas na calha, decorrente das últimas chuvas. O serviço de manutenção já providenciou a limpeza esta semana e o problema está sanado”, finaliza a Administração.
