Paciente morre após contrair ameba ‘comedora de cérebros’, fatal em 97% dos casos

Informações básicas sobre o paciente não foram reveladas, mas foi confirmado que ele estava internado com um quadro de meningoencefalite amebiana primária

Desde o início da década de 1960, cerca de 97% dos casos registrados terminaram em morte

Desde o início da década de 1960, cerca de 97% dos casos registrados terminaram em morte | Turek/Pexels

Um caso de morte envolvendo a temida ameba Naegleria fowleri foi confirmado em um hospital infantil na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, na última terça-feira (22). O organismo é conhecido como “comedora de cérebro”.

Informações básicas sobre o paciente não foram reveladas, mas foi confirmado que ele estava internado com um quadro de meningoencefalite amebiana primária (MAP).

Considerada grave, a infecção atinge o sistema nervoso central e geralmente é fatal. Pessoas infectadas pela ameba têm alto risco de sofrer uma inflamação devastadora no cérebro e nas meninges.

Desde o início da década de 1960, cerca de 97% dos casos registrados terminaram em morte, segundo dados oficiais dos Estados Unidos.

Ameba

A Naegleria fowleri vive de forma livre em ambientes aquáticos, como lagos, rios, água doce e fontes termais.
Ela entra em contato com o hospedeiro por meio do sistema respiratório, geralmente durante mergulhos.

Uma vez no organismo, migra até o cérebro, destruindo o tecido cerebral e causando diversos tipos de inflamações.

A lista de sintomas é extensa: febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez no pescoço, convulsões e alterações no estado mental.

Rara no Brasil, com apenas dois casos registrados, a melhor forma de prevenção é evitar que a água entre no nariz durante mergulhos, especialmente em locais de água parada e aquecida.

Esse tipo de caso assusta e, apesar de raro, já teve exemplos bem graves. Conheça o parque abandonado da Disney que teria sido fechado por causa de uma ameba.