Ela já foi funcionária pública do Estado e do Município, trabalha hoje na área de terapias alternativas em Santos e concorre a uma cadeira na Assembleia Legislativa (Alesp). O Diário conversou com Ingrid Frare, candidata a deputada estadual pelo Novo. Confira alguns trechos da entrevista:
Diário – É sua primeira campanha?
Ingrid Frare – Eu fui a uma palestra do Amoedo, me apaixonei pela proposta do Novo. Fui no site do partido e vi que poderia propor meu nome na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Diário – Quais serão suas bandeiras?
Ingrid – Os candidatos do novo são obrigados a recusar, caso eleitos, 50% das verbas parlamentares. Então, esse cuidado com o dinheiro público será uma delas. Um deputado que ganha cerca de R$ 32 mil por mês e mais R$ 160 mil de verba de gabinete precisa de motorista? Algumas verbas são privilégios. Tudo pode ser legal, mas é imoral. Vou lutar para adoção de práticas integrativas e complementares de saúde. Também vou fiscalizar as contas públicas.
Diário – Dá um exemplo?
Ingrid – Método Self Healing (previne, promove e recupera a saúde corporal e visual por meio do trabalho do corpo e do movimento. Um sistema holístico abrangente que combina massagem, visualização, movimento, estimulação visual e respiração) como complemento na área de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) acolheu práticas de terapia alternativa recentemente. Vai depender de cada município, mas é preciso lutar por isso.
Diário – Mas você não acredita que por ser formado praticamente por empresários, não fica fácil para o Novo adotar essa prática? Amoedo, por exemplo, declarou milhões à Justiça Eleitoral. O mesmo ocorreu com o Rogério Chequer.
Ingrid – As pessoas do Novo são inteligentes, não ricas. Eu conheço um rapaz da Zona Noroeste (Santos) que está me apoiando. Quem conhece as propostas do Novo, gosta.
Diário – Como você avalia a participação das mulheres?
Ingrid – As mulheres participam menos da política porque os partidos são machistas. Precisou de uma lei para que os partidos e coligações adotassem o percentual mínimo de 30% de mulheres entre seus candidatos às câmaras e assembleias. O mesmo com relação às verbas partidárias. Por outro lado, tivemos participação de mulheres na política que considero muito ruins.
Diário – O João Amoedo acredita que o Estado não deve interferir na diferença salarial entre homens e mulheres com os mesmos cargos e funções. A senhora também acredita nisso?
Ingrid – O que a gente prega é que uma mulher tem condições de fazer sua negociação. Os sindicatos mais atrapalharam os trabalhadores do que ajudaram. Hoje, com informática e esclarecimento, formação e migração de serviços primários para os mais elevados, a gente já consegue negociar com patrão. Precisamos capacitar os indivíduos. Quando você dá cota, para qualquer grupo, você está dizendo que a pessoa tem um deficiência e precisa de ajuda.
Diário – As pesquisas apontam João Dória, Paulo Skaf e Márcio França bem à frente do Rogério Chequer. Qual sua opinião sobre isso?
Ingrid – Chequer carrega as propostas do Novo, que é incentivar o empreendedorismo, a redução do Estado, a educação fundamental e média, não a superior. Menos impostos, menos burocracia. É preciso facilitar a vida de quem quer trabalhar e gerar riqueza. E quem gera a riqueza é o empreendedor. O pipoqueiro da esquina está gerando riqueza e movimentando a economia. O Estado não gera riqueza, mas consome os impostos que produzimos e não os devolve em serviços. O Chequer tem esta clareza. O Novo tem rejeição mínima diante dos demais partidos. É preciso investir em recursos humanos e tecnologia. As pessoas não têm comprometimento com a coisa pública. A gente não pode ficar assistindo e se calar.
Diário – Qual sua avaliação sobre a segurança pública em São Paulo?
Ingrid – Digna de choro. Os policiais se arriscam e não têm reconhecimento. Precisamos qualificar os policiais, melhorar seus salários e investir em tecnologia. A grande mídia tem um viés de minar a moralidade. Essa coisa de politicamente correto.
