Entre polêmicas com a / Reprodução/Redes Sociais
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A juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou a prisão preventiva do rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno) nesta terça-feira (3). A decisão ocorreu um dia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liberdade provisória do artista.
Oruam responde a um inquérito por supostos ataques a policiais civis em julho de 2025. A juíza justificou a nova prisão pelo descumprimento reiterado das medidas cautelares que substituíram a prisão anterior, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica.
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Relatórios da Secretaria Penitenciária (Seap-RJ) apontaram mais de 20 episódios de falhas no equipamento (como falta de bateria) e violações do recolhimento noturno entre outubro e novembro de 2025.
Em sua decisão, a magistrada determinou a expedição de um novo mandado de prisão. A defesa do rapper alega que os problemas com a tornozeleira foram técnicos e involuntários, sem intenção de fuga.
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O caso começou com um incidente em 22 de julho de 2025, no Joá. Segundo o Ministério Público, Oruam e outros teriam cometido tentativas de homicídio contra policiais que cumpriam um mandado em sua casa, arremessando pedras.
A Justiça também destacou que o cantor usou redes sociais para desafiar autoridades e incitar a população contra operações policiais.
Oruam, de 24 anos, é um rapper carioca que se tornou famoso em 2022 com o hit "Invejoso", sob a gravadora Mainstreet. Em ascensão rápida, já se apresentou em grandes festivais como Rock in Rio e Lollapalooza (2024). Sua imagem pública é associada a um estilo de vida de luxo, exibido em redes sociais.
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Natural da Cidade de Deus, sua trajetória e letras controversas inspiraram até um projeto de lei municipal em São Paulo, apelidado de "Lei Anti-Oruam", que busca vetar a contratação com verbas públicas de artistas que façam apologia ao crime. O rapper respondeu com uma música de mesmo nome, criticando o que chama de criminalização do funk e do rap.