ONU condena teste nuclear da Coreia do Norte e promete medidas

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas condenou a decisão da Coreia do Norte de promover o terceiro teste nuclear

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13 FEV 201314h09

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas  (ONU) condenou nesta terça-feira (12) a decisão da Coreia do Norte de promover o terceiro teste nuclear. Para o conselho, é “clara ameaça à segurança e à paz internacional”. De acordo com integrantes do órgão, a ONU se empenhará em adotar medidas para conter as ambições nucleares norte-coreanas.

O governo dos EUA classificaram o teste de altamente provocativo. Aliados da Coreia do Norte, Rússia e China também criticaram os testes nucleares. O governo sul-coreano também condenou a ação e o classificou de violação das resoluções da ONU e de "ameaça inaceitável" para a paz na região.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o teste foi uma "clara e grave violação" das resoluções da organização. Segundo o governo norte-americano, o ato foi uma resposta à "hostilidade" americana e ameaçou intensificar a atividade.

Em comunicado, o governo brasileiro também condenou a ação da Coreia do Norte. A nota foi divulgada nesta terça pelo Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty. No texto, o Brasil apela pela busca do equilíbrio e do fim das ameaças à paz.

Imagem da TV estatal norte-coreana mostra um apresentador confirmando a realização do teste nuclear (Foto: AFP)

“O governo brasileiro tomou conhecimento com preocupação do novo teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática da Coreia [RPDC]. O governo brasileiro conclama a RPDC a cumprir plenamente as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e contribuir ativamente para criar as condições necessárias à retomada das negociações relativas à paz e à segurança”, diz o texto.

De acordo com comunicado do governo da Coreia do Norte, o teste nuclear envolve um dispositivo detonado “pequeno e leve”, porém com poder explosivo maior do que os acionados nos testes anteriores, de 2006 e 2009.  A Coreia do Norte havia anunciado em janeiro que faria o teste como resposta a sanções feitas pela ONU por ter testado em dezembro um foguete de longo alcance.