Ônibus lotados em Santos geram denúncia no Ministério Público

Vereador ingressa com denúncia no Ministério Público após acompanhar rotina de quem precisa pegar ônibus na pandemia

A aglomeração no interior de ônibus e a diminuição na frota que circula dentro do município de Santos levou a Viação Piracicabana a ser denunciada no Ministério Público de São Paulo por um vereador do município. Segundo o parlamentar, as ações da instituição não apenas não cumprem as medidas protetivas impostas em todo o planeta para tentar conter o avanço do novo coronavírus, como também vão na contramão da questão.

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De acordo com Fabrício Cardoso (Podemos), a representação no Ministério Público contra a permissionária responsável pelo transporte público de Santos foi efetuada devido ao fato de que a empresa não está cumprindo das medidas preventivas contra o Covid-19 nos coletivos que circulam desde o início da chegada da pandemia à Baixada Santista. Apenas em Santos, quase 500 pessoas já morreram pela patologia.

Desde o início da pandemia, Fabrício diz ter fiscalizado os ônibus e questionado a Piracicabana por meio de indicações e requerimentos que foram protocolados na Câmara Municipal durante as sessões ordinárias dos últimos meses.

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“Aglomeração de passageiros, redução da frota dos ônibus, falta de distanciamento, higienização e ‘dispensers’ de álcool gel dentro dos coletivos, que inclusive solicitei no início da epidemia. Esses pontos foram questionados muitas vezes em Plenário. Por isso, optei por ingressar com a denúncia no MP-SP buscando somar forças para trazer solução a esse problema, que tem colocado em risco a população que depende do transporte público”, diz.

O parlamentar também argumenta que a falta de iniciativa para o cumprimento das medidas de prevenção contra o coronavírus por parte da Piracicabana não pode ser tolerada, uma vez que os demais ramos de atividades econômicas do município estão sob forte fiscalização.

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“Diariamente pessoas postam nas redes sociais fotos de aglomerações nos pontos de ônibus, terminais e dentro dos coletivos. A empresa precisa se posicionar”, conclui.

Fabrício não tem sido o único vereador a usar a palavra nas sessões ordinárias da Câmara de Santos para chamar atenção ao problema. Outros parlamentares também teceram duras críticas à Viação Piracicaba durante o mês de julho, antes do surto que suspendeu as reuniões da Casa de Leis, ainda na primeira semana de agosto.

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A Reportagem verificou que, de fato, a espera por coletivos em Santos aumentou nos pontos de ônibus, especialmente durante os fins de semana e nas conduções que têm como rota a Zona Noroeste de Santos.

O Diário do Litoral entrou em contato com a empresa e questionou se a Piracicabana estava a par da denúncia efetuada pelo vereador no Ministério Público. A instituição, entretanto, respondeu, por meio de nota que ‘a Viação Piracicabana não tem conhecimento sobre o assunto’.

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No mesmo e-mail em que pediu um posicionamento sobre a denúncia enviada ao MP, a Reportagem também questionou detalhadamente a empresa sobre os argumentos usados pelo parlamentar para fundamentar o documento enviado ao Ministério Público, mas a Viação Piracicaba não respondeu.