Olhos são porta de entrada para a Covid-19 e conjuntivite pode ser sintoma

Uso das lentes de contato também pode aumentar as chances de contrair a doença, alertam médicos do Unilaser

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09 ABR 2020Por Da Reportagem17h12
O médico Marcos Alonso Garcia alerta que conjuntivite sempre precisa ser avaliada clinicamente, para escolha do tratamento a ser seguido.Foto: Divulgação/E5+ Comunicação

Diariamente os casos de Covid-19 aumentam em todo o mundo, mas para combater a doença são necessárias algumas ações, como o isolamento social e a higienização correta das mãos e diversos objetivos que você utiliza diariamente, como celulares, computador, óculos e lente de contato. No caso das lentes de contato, uma sugestão feita pela Sociedade Americana de Oftalmologia e endossada pelos oftalmologistas do Unilaser Hospital Dia é que, em tempos de pandemia do novo coronavírus, as pessoas precisam diminuir o uso das lentes de contato. 

“O tempo de vida do vírus é diferente de acordo com o material. As lentes de contato podem ser meios de transmissão do coronavírus, se a limpeza não for correta. Neste caso, recomenda-se o uso de óculos, pois eles funcionam como uma barreira de proteção”, afirma o médico Celso Afonso Gonçalves, sócio fundador do Unilaser Hospital Dia.

Para limpar os óculos não é recomendado o álcool em gel, pois pode danificar a armação e a lente. Use água e sabão e no lugar de paninhos, que podem estar infectados, os especialistas orientam a utilização de papel toalha. Faça a higienização sempre que for lavar as mãos. 

As pessoas tocam celulares, computadores e demais objetos que podem estar contaminado e, depois, levam as mãos aos olhos ou outra membrana mucosa. “Por isso, é importante fazer a higienização correta das mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel, além de limpar objetos mais utilizados e seguir as demais orientações da Organização Mundial da Saúde”, explica o médico Marcos Alonso Garcia, sócio fundador do Unilaser Hospital Dia.

Novo sintoma
Segundo a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), com base em três estudos científicos concluídos recentemente, a conjuntivite é mais um sintoma apresentado pelos pacientes que apresentam casos graves do Covid-19, cerca de 1% a 3% dos infectados desenvolvem o sintoma. Em casos de viroses nas vias aéreas superiores é comum esse sintoma, fato que está ocorrendo em casos mais graves do novo coronavírus. Mas não é possível afirmar que seja um quadro específico da doença. 

“A conjuntivite é a inflamação da membrana transparente e fina que recobre a parte branca do olho (conjuntiva). A doença pode ser transmitida por vírus ou bactéria, alergia ou substâncias tóxicas e entre os sintomas estão vermelhidão, coceira, sensação de areia, ardência nos olhos, lacrimejamento e sensibilidade à luz”, comentou Gonçalves. 

Caso a pessoa apresente conjuntivite, é preciso consultar um oftalmologista para saber qual tratamento seguir. “Se for bacteriana, o médico pode receitar colírios antibióticos. Caso a conjuntivite não seja tratada pode se transformar em úlcera e até cicatrizes na córnea, além de causar outros danos possivelmente graves com repercussão na visão”, salienta Garcia.